Vítimas de inundações queixam-se de falta de apoio de emergência da SEPC

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Díli – Algumas vítimas de desastres naturais provocados pelas chuvas abundantes, que assolaram, na semana passada, a cidade de Díli, protestaram contra a falta de apoio de emergência da Secretaria de Estado da Proteção Civil (SEPC), uma vez que os seus nomes não fazem parte das listas de ajuda, apesar de as habitações terem também ficado inundadas.

Os protestos surgiram durante a entrega do apoio de emergência levada a cabo pela SEPC juntamente com a Cruz Vermelha de Timor-Leste, na passada sexta-feira (08/01), nas aldeias de Fatuk-Francisco, no Posto Administrativo de Cristo Rei, e de Terus Nain, no Posto Administrativo de Vera Cruz.

Uma vítima residente na Aldeia de Fatuk Francisco, que se escusou a revelar o nome, mostrou-se insatisfeita por não ter direito ao apoio, embora o rés do chão da sua habitação tivesse ficado igualmente inundado.

“A nossa casa também ficou alagada. Os nossos pertences estão ainda amontoados ali dentro, mas, por que é que não fazemos parte das listas do apoio de emergência?”, questionou o habitante ao Timor Post, na passada sexta-feira (08/01).

A mesma preocupação veio também das vítimas da Aldeia de Terus Nain.

“As águas inundaram também a minha residência, mas não recebi qualquer apoio. Outros, cujas casas não ficaram alagadas, receberam-no”, lamentou uma idosa residente na aldeia.

Respondendo à questão, o Secretário de Estado da Proteção Civil, Joaquim Gusmão, explicou que a assistência tem um caráter de emergência, o que significa que esta só pode ser concedida “àqueles que precisam dela”.

“A ajuda deve ser dada com base nos critérios. Os nossos técnicos bem treinados identificaram a gravidade dos estragos provocados pelas inundações nas habitações das vítimas. As famílias cujos pertences sofreram danos graves devido a este fenómeno têm o pleno direito de receberem este apoio de emergência”, esclareceu.

O responsável insistiu que, ainda que as casas tivessem ficado alagadas, caso não tenham registado quaisquer prejuízos graves, os residentes não receberão o apoio.

“As famílias sem indicações de danos graves não entraram nas listas das vítimas com caráter de emergência. O Governo dispõe de padrões para definir os beneficiários do apoio de emergência”, sublinhou.

Segundo os dados da SEPC, registaram-se, nestas duas localidades, 30 agregados familiares vítimas de desastres naturais, sendo que 16 são da Aldeia de Terus Nain.

Fazem parte da ajuda, entre outros, bens de primeira necessidade, utensílios de cozinha e detergentes. (flo)

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