Verificadas mais de 72% das reclamações relativas aos subsídios das famílias

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DÍLI- O Diretor-Geral do Ministério da Solidariedade Social e Inclusão (MSSI), Rui Exposto, afirmou, esta terça-feira (28/08), que a equipa do ministério já verificou 10.236 reclamações relativas ao pagamento do subsídio de 200 dólares americanos aos agregados familiares, o correspondente a 72,2%.

O MSSI tem em mãos um total de 14.175 reclamações, mas, de acordo com o diretor, o processo de verificação poderá terminar ainda esta semana.

 “A equipa do MSSI continua a fazer verificação. Falta apenas um município. Apresentaram reclamações mais de 14 mil famílias, mas, até ontem, conseguimos verificar 10.236. Esperamos finalizar esta semana”, afirmou.

Segundo o diretor, fazem parte da equipa de avaliação elementos do Ministério da Administração Estatal (MAE) e MSSI.

“Esta equipa é composta pelo Ministério da Administração Estatal e o próprio Ministério da Solidariedade Social e Inclusão. A avaliação tem como base os dados. Se houver erros, o MAE poderá resolver [o problema]”, disse.

 Rui Exposto alertou, contudo, que nem todos os agregados familiares que reclamaram poderão receber o apoio monetário.

O dirigente recordou também que o orçamento disponível é suficiente para pagar às famílias que ainda não tiveram acesso ao subsídio.

“Foi alocado um orçamento no valor de 63.7 milhões de dólares americanos. Já pagámos por volta de 59 milhões, faltando, por isso, mais de três milhões, disponíveis no banco, onde estão incluídas as verbas dos agregados familiares com um rendimento superior a 500 dólares americanos”, afirmou.

Recorde-se que, questionado, na passada quinta-feira (23/07), sobre o elevado número de reclamações e de agregados familiares que não surgiram nas listas para pagamento do apoio monetário, o diretor apontou o longo processo burocrático que terá levado ao desaparecimento de listas, antes mesmo de estas terem chegado ao MSSI para verificação.

“Já disse, desde o início do processo, que se registaram problemas com os dados e não foi o MSSI. Estes nomes perderam-se antes de terem chegado ao MSSI. O mecanismo de obtenção dos dados passou pelos chefes de aldeia, de suco, administradores dos postos, autoridades municipais, sendo dirigidos depois para o Ministério da Administração Estatal, que nos enviou a carta com estes dados”, afirmou na semana passada aos jornalistas.

Rui Exposto lembrou ainda que o estado de emergência poderá ter afetado o processo de recolha de dados.

“Não quero julgar ninguém relativamente à manipulação de dados. Durante o estado de emergência, muitos funcionários trabalharam apenas em casa, o que prejudicou este trabalho”, afirmou. (isa)