UPF assume três ações prioritárias

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Comandante da Unidade de Patrulhamento das Fronteiras o superintendente Euclides Belo. Foto LafaekNews

DÍLI (Timor Post)— O comandante da Unidade de Patrulhamento das Fronteiras o superintendente Euclides Belo, disse que a unidade definiu como ações prioritárias para garantir a segurança das fronteiras terrestres, a segurança, defesa e diplomacia.

“A UPF iniciou as suas funções nas linhas fronteiriças desde 2002. Depois de eu ter sido destacado como comandante, pude constatar que o nosso papel não visa apenas garantir a segurança, mas também a defesa e a diplomacia entre Timor-Leste e a Indonésia”, disse o comandante, esta quarta-feira (08/09), aos jornalistas, em Caicoli, Díli.

Segundo Euclides, o setor da defesa incide na soberania de Timor-Leste, enquanto a diplomacia está associada diretamente aos problemas que surgem entre os cidadãos dos dois países que residem junto à fronteira.

“Temos de resolver os problemas através do diálogo com as forças militares indonésias que asseguram as suas fronteiras. Exemplo disso, é o facto de cidadãos indonésios possuírem várzeas ou hortas do lado timorense, o que os obriga a atravessar diariamente a fronteira”, referiu.

Questionado sobre as condições de trabalho por parte dos seus membros e os meios disponibilizados pelo Estado, Euclides disse não ser o momento oportuno para divulgar aos órgãos de comunicação social eventuais dificuldades ou falhas.

“Enquanto timorense, não posso divulgar publicamente eventuais falhas. Contudo, convido os jornalistas a irem ver, com os seus próprios olhos, as nossas condições. Eu próprio vi o sacrifício por que passam as nossas forças. Como comandante, elogio a sua postura e desempenho mantidos até agora”, frisou.

Já o ativista Agripino Marçal destacou a difícil missão levada a cabo pela UPF que tem desempenhado as suas funções sob condições adversas.

“Agradecemos os esforços envidados pelos membros da UPF na segurança das nossas fronteiras, apesar das dificuldades sentidas devido à escassez de meios”, disse Agripino Marçal.

Já o diretor da Associação Justice and Rights (AJAR), José Luís Oliveira, tinha antes pedido ao Governo que resolvesse a questão da falta de equipamentos da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL), nomeadamente fardas, transportes e rádios táticos de comunicações.

“Ouvi dizer que a polícia usa o seu próprio dinheiro para costurar as suas fardas. É uma situação inaceitável. O Governo deve, anualmente, alocar verbas para responder as necessidades dos nossos efetivos de segurança em vez de usar o dinheiro para a compra de viaturas luxuosas”, disse José Luís, no passado domingo (05/09), ao diário Timor Post, via telefone. (Ven)

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