UNPAZ inicia aulas presenciais, MESCC diz ser necessário decreto do Governo para retomar atividades letivas

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Díli – O Ministro do Ensino Superior, Ciência e Cultura (MESCC), Longuinhos dos Santos, alertou que, apesar de a Universidade da Paz (UNPAZ) ter retomado as atividades letivas devido ao alívio das restrições do estado de emergência, é necessário um decreto do Governo para que as atividades letivas possam ser retomadas.

Longuinhos dos Santos referiu ainda que tanto as universidades públicas como as privadas deverão aguardar a decisão do Governo, antes de retomarem as aulas.

“As universidades públicas e privadas precisam de aguardar a decisão do Governo, através do MESCC. Até o próprio ministério ainda está a aguardar o decreto do Executivo”, afirmou.

O governante pediu, por isso, à Organização Mundial de Saúde (OMS) e ao Ministério da Saúde (MS) que fossem divulgadas recomendações relativas às medidas de resposta à covid-19.

“Isto é muito importante. Não é uma brincadeira. Antes das aulas presenciais terem início, o ensino superior, privado e público, deverá pedir recomendações ao Ministério da Saúde bem como ao CIGC”, acrescentou.

Já o Reitor da UNPAZ, Adolmando Amaral, afirmou, esta quinta-feira (28/05) que, embora tivessem decidido retomar as atividades letivas, continuavam a cumprir as regras sanitárias impostas pelo estado emergência, como a lavagem das mãos ao entrar e sair da sala da aula, uso de máscaras e distanciamento social.

O dirigente referiu ainda que todas as salas de aula, mesas e cadeiras tinham já sido desinfetadas, antes do recomeço das atividades letivas, uma vez que os finalistas da UNPAZ têm trabalhado em parceria com o Centro Integrado de Gestão de Crise (CIGC).

Segundo o reitor, a universidade já procedeu também à instalação de dez tanques de água para os estudantes poderem lavar as mãos.

Adolmando Amaral lembrou, de igual modo, que tinha antes emitido várias notificações a cada faculdade a comunicar que os alunos tinham de regressar a Díli para voltarem a frequentar as aulas.

O reitor recordou também que, segundo o Primeiro-Ministro, Taur Matan Ruak, as medidas de extensão do estado de emergência não prejudicarão as atividades no país, pelo que  as atividades letivas poderão ser retomadas.

“Apesar de cada sala de aula ter capacidade para receber 40 estudantes, dividimos agora por turnos. Metade da turma tem aulas de manhã e outra à tarde. Já pedimos aos docentes que dessem aulas duas vezes por dia”, explicou.

O Timor Post pôde observar que inúmeros alunos estavam já presentes no campus da universidade, cumprindo as regras de prevenção e de combate ao  novo coronavírus, como o uso de máscara, distanciamento físico e lavagem das mãos. (ono)