Turistas preocupados com lixo em Díli

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Díli- O Governo não consegue resolver o problema do lixo, apesar de algumas medidas que implementou, como a tolerância zero ao plástico. Os resíduos estão espalhados por vários pontos da capital.

O diário Timor Post pôde observar que nas áreas de Tasi Tolu e Areia Branca é muito o lixo espalhado, nomeadamente garrafas de plástico, o que causa apreensão entre os turistas.

Jordan, um turista estrangeiro, lembra que, apesar de Timor-Leste ser um país de pequena dimensão, tem um grande volume de lixo, sobretudo na época das chuvas e à beira-mar, local onde se concentra muito plástico.

“Gostamos de Timor-Leste. O país tem bonitas atrações turísticas, nomeadamente o Cristo Rei, a estátua de João Paulo II e o Museu da Resistência. Mas estamos preocupados com o lixo”, afirmou na sua conversa com Timor Post, na passada sexta-feira (03/01), na Praia dos Coqueiros, em Díli.

Para o turista, a zona costeira devia estar livre de resíduos: “Para evitar o lixo, nomeadamente plástico, o Governo devia criar muros para que na época da chuva o lixo não fosse para o mar”.

“Fomos esta quinta-feira para Jaco. A praia é limpa. Gostámos e banhámo-nos lá. Também gostamos de Díli, mas estamos preocupados com o plástico que os habitantes deitam fora dos contentores”, lamentou.

Contudo, o lixo não preocupa apenas os turistas. Para a habitante Delfina Martins, a maioria da população da capital não tem ainda consciência de deitar o lixo nos locais apropriados.

“Há depósitos de lixo, mas as viaturas do [saneamento de Díli] não o recolhem em alguns bairros. Fazem a sua recolha apenas duas vezes por semana”, referiu.

Delfina recomendou que fossem disponibilizadas permanentemente viaturas do saneamento para cada bairro de modo a que a recolha se realizasse diariamente e não duas vezes por semana. (res)

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