Tuberculose mata cerca de três timorenses por dia

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Governo apresenta estratégia de combate à doença

Díli- A tuberculose mata entre três a quatro timorenses por dia, disse o Vice-Ministro da Saúde, Bonifácio dos Reis, esta sexta-feira (10/07), no âmbito do lançamento do Plano Estratégico de Combate à Tuberculose para o período de 2020-2024.

“Mais de quatro mil pessoas morrem diariamente no mundo devido à tuberculose. Timor-Leste é um país subdesenvolvido, onde a prevalência da doença é elevada. O índice de mortes é, em Timor-Leste, superior a 100 por cada 100 mil habitantes”, recordou o vice-ministro.

Bonifácio dos Reis lembrou também que esta é a taxa de tuberculose mais elevada no sudeste asiático. Além das três a quatro mortes diárias com a doença, entre 30 a 40% dos casos não são detetados, o que, devido a vários fatores e questões transversais, leva à sua propagação.

“A Organização Mundial de Saúde quer, com base nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, erradicar a doença até 2030”, acrescentou.

Segundo Bonifácio, faz também parte da estratégia do Governo a erradicação da tuberculose no país, o que requere uma intervenção que abranja vários fatores socioeconómicos, culturais e sanitários, mas também de investigação e inovação.

De acordo com Bonifácio, a estratégia de erradicação da tuberculose em Timor-Leste, passa, além das políticas governamentais, que procuram incluir a população, sociedade civil e todos os interessados, por uma prevenção integrada, mas também pela investigação e inovação.

O programa de prevenção prevê uma “intervenção rigorosa”, que engloba o diagnóstico precoce bem como o mapeamento dos casos e grupos de risco junto da população e unidades de saúde. Entre os fatores de risco, o vice-ministro apontou o tabagismo, a má nutrição e a diabetes.

Segundo o governante, os contactos e transmissão da doença na família serão igualmente monitorizados através de um sistema eletrónico, sendo que, se a tuberculose for diagnosticada num familiar, será necessária a intervenção em todo o grupo.

A prevenção passará também pela formação da população sobre a doença, com o apoio de líderes comunitários, religiosos e outros setores da sociedade.

Bonifácio sublinhou ainda que o sucesso da implementação desta estratégia depende, de igual modo, do apoio interministerial, sendo criadas equipas conjuntas nacionais e municipais para monitorização. (jry)

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