“Triste com comportamento de deputados”, Padre Domingos Maubere vai ao Parlamento

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DÍLI – O padre Domingos Maubere mostrou-se entristecido e apreensivo pelo facto de o ambiente parlamentar estar tenso e dirigiu-se ao Parlamento Nacional (PN) para manifestar o seu descontentamento com o “comportamento dos deputados”.

Segundo o pároco de Becora, ao assistir, nas redes sociais, ao segundo debate sobre a destituição do Presidente do Parlamento Nacional, sentiu-se na obrigação de se deslocar ao PN para se encontrar com os deputados.

“Venho, em nome do povo, fazer um pedido ao Parlamento Nacional. São eleitos pelos próprios cidadãos para discutirem os problemas do povo. A população está agora com fome”, afirmou o pároco, em declarações aos jornalistas, após as forças de segurança não terem autorizado a sua entrada no plenário.

Segundo o sacerdote, o objetivo da independência é “olhar pelo povo” e não “procurar apenas o poder”.

“Aguardo até que possa falar com eles [os deputados]”, disse, sublinhando que a ação de protesto é da sua própria iniciativa, não tendo, por isso, “autorização dos bispos”.

Apesar das várias justificações sobre a sua vinda ao plenário, os agentes policiais não permitiram a entrada do padre.

“Como sacerdote, disse-lhes que esperaria pelos deputados e o agente policial foi buscar-me uma cadeira para me sentar”, contou.

No segundo dia de discussão, deputados partiram a cadeira e a mesa do Presidente do Parlamento Nacional, o que obrigou a uma intervenção da polícia.

Recorde-se que os gritos e empurrões entre deputados começaram por volta das 9h. Ainda que a Vice-Presidente do Parlamento Nacional, Maria Angelina, se quisesse deslocar para a mesa parlamentar de forma a liderar o plenário, os deputados do CNRT não a autorizaram por considerarem que violava o regimento do PN, pois o Presidente do Parlamento Nacional (PPN), Arão Noé, não tinha delegado competência nos vices.

Os deputados mantiveram a sua posição, gritando e batendo nas mesas, até que a mesa do PPN caiu e se partiu.

Embora os agentes policiais estivessem em redor da mesa do PPN e mandassem os deputados para os seus lugares, os gritos continuaram. O deputado do CNRT José Virgílio gritava “Viva a Constituição [da RDTL]”. Já os parlamentares do PLP defendiam que a destituição do PPN não viola a Constituição da República Democrática de Timor-Leste. (res/jmy/cao)

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