TLCE e dirigentes escolares querem retomar ensino presencial

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DÍLI (Timor Post) – A Aliança da Educação de Timor-Leste (TLCE, em inglês) e diretores dos estabelecimentos de ensino manifestaram o seu desejo de que o Ministério da Educação, Juventude e Desporto (MEJD) reative, esta segunda-feira (20/09), o ensino presencial.

Em causa está o facto de o Governo ter levantado o confinamento obrigatório, fazendo com que todas as atividades económicas fossem retomadas assim como as aulas presenciais no ensino superior.

“Queremos que o MEJD reative, esta segunda-feira, as aulas presenciais no Município de Díli, porque as escolas estão prontas, assegurando todas as condições de prevenção. A pandemia não é algo de novo”, disse o Coordenador da TLCE, José Monteiro, ao Timor Post, na passada sexta-feira (17/09), no seu local de trabalho, em Caicoli.

Segundo o responsável, os critérios de prevenção são muito simples de serem cumpridas por toda a comunidade escolar, nomeadamente no que diz respeito às normas sanitárias, como o uso da máscara, higienização das mãos, distanciamento físico e a toma da vacina contra a covid-19 impostas pelo Ministério da Saúde e Organização Mundial de Saúde (OMS).

“O MEJD deverá chamar a atenção aos diretores de escolas que ainda não reuniram todas as condições adequadas para avançar já com as medidas de prevenção por forma a retomar o ensino presencial obrigatório”, referiu.

Segundo José Monteiro, a TLCE discorda da decisão do MEJD em manter suspensas as atividades letivas na capital. Do seu ponto de vista, as escolas que não reúnem as condições adequadas para o reinício das aulas presenciais é da exclusiva responsabilidade do ministério.

“Devemos retomar o processo de aprendizagem presencial, independentemente de querermos ou não. Temos de saber viver com a covid-19”, frisou.

O coordenador acrescentou que, caso o MEJD insiste em suspender as aulas presenciais, o ministério demonstrará falta de capacidade para fazer cumprir as normas de prevenção impostas pelo MS e OMS.

“O ministério ao suspender as atividades letivas revela incapacidade. Cabe ao MEJD solucionar a questão”, sublinhou.

O Diretor da Escola Secundária Geral (ESG) 5 de Maio de Becora, Manuel Verdial, disse, por sua vez, que os estudantes e os professores manifestaram o seu desejo de regressarem à escola por se sentirem cansados de tanta demora, sem que o MEJD tenha avançado com uma data para o seu regresso.

“Queremos retomas as aulas presenciais, porque todas as pessoas retomaram já a sua vida normal”, referiu.

“Durante o confinamento obrigatório, o modelo de ensino disponibilizado pelo MEJD, através do ensino em linha, não correu de feição, pois a maioria não pôde acompanhar o desenrolar das aulas”, lembrou.

Já o Diretor da Escola Técnico-Vocacional e Grupo de Tecnologia e Informática (ESTV-GTI), Pedro da Silva, disse que o seu estabelecimento de ensino continua a aguardar a decisão do MEJD para reativar o modelo de ensino presencial, salientando que tudo está devidamente preparado para receber os alunos. (ono)

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