Timorenses não podem passar fome

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José Ramos Horta

DÍLI (Timor Post) – O ex-Presidente da República, José Ramos Horta, disse que compete ao Governo e ao setor privado prestarem particular atenção à população em geral, nomeadamente às famílias mais vulneráveis.

“Timor-Leste é um país de tamanho pequeno e com pouca população. A maioria vive nas áreas remotas, onde as crianças têm de andar a pé vários quilómetros até chegarem a escola. O Estado tem a responsabilidade ética e moral de não deixar ninguém passar fome”, disse Ramos Horta, esta quarta-feira (29/09), no seu discurso, no âmbito do lançamento do Programa Banco Alimentar, no restaurante Pro-Ema, em Bidau Akadiruhun, Díli.

O premiado Nobel da Paz afirmou que, embora o Governo tenha um orçamento avultado, apresenta um défice de recursos humanos que acaba por condicionar o seu plano de execução.

Ramos recordou ainda que a crise sanitária provocada pela covid-19 afetou grande parte dos países em todo o mundo, levando a mais de 100 milhões de pessoas a viverem abaixo da linha de pobreza.

“Segundo os dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF, em inglês), a crise sanitária provocou um aumento da taxa do trabalho infantil em países dos continentes asiático e africano. Já em Timor-Leste receia-se o aumento da fome”, frisou.

Ramos Horta acrescentou que Timor-Leste tem verbas suficientes para fazer face às necessidades de toda a população.

“Temos pouco mais de um milhão de habitantes quando comparado com os de outras nações. Sugiro, deste modo, ao nosso setor privado a criar bancos alimentares por forma a responder aos problemas associados à pobreza e à fome no país”, concluiu. (jho)

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