Taur pede à sociedade civil que seja críticapara com crimes de abuso de poder

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Taur Matan Ruak

DÍLI (Timor Post)– O Primeiro-Ministro,Taur Matan Ruak, pede às organizações da sociedade civil (OSC) que sejam críticas no combate a quaisquer crimes de abuso de poder perpetrados por membros do Governo.

“As OSC têm um papel muito importantena prevenção de crimes de abuso de poder praticados na administração pública. Se elasforem fracas, é fácil que os governantespratiquem este ato ilícito”, afirmou Taur Matan Ruak, no retiro nacional entre a sociedade civil e o Governo,no passado sábado (21/08), no Suco de Letemumu,do Posto Administrativo de Quelicai, em Baucau.

O Primeiro-Ministro disse ainda ser necessária a contribuição de todos os cidadãos, incluindo das organizações não governamentais (ONGs), para o desenvolvimento nacional.

“É importante a sociedade civil defender os cidadãos carenciados, pois é impossivel o Governo estar sempre presente no seio da comunidade”, afirmou.

Paula Corte Real, representante das ONGs, afirmou, por sua vez, que a sociedade civil não tolera o incumprimento do princípio da democracia por parte do Governo. Lembrou igualmente que as ONGs são os parceiros do Executivo.

“Trabalhamos juntos para defendermos os objetivos fundamentais do Estado consagrados no artigo 6.º da Constituição. Além disso, defendemos a participação ativa do povo no desenvolvimento nacional”, declarou.

Segundo Paula Corte Real, o desenvolvimento do país depende do investimento do Executivo nos setores chave, como a educação e a saúde.

“Para garantir a participação do povo no desenvolvimento do país, é fundamental que o Governo acelere a política de descentralização e dê prioridade às infraestruturas básicas, como sistemas de irrigação, postos de saúde, escolas, estradas e saneamento básico”, referiu.

A representante mostra-se triste com alimitada capacidade financeira das ONGs,a qual prejudicaas suas ações de fiscalização dos programas do Governo. Pediu, como tal, ao Executivo que aumente o orçamento destinadoà sociedade civil.

“Necessitamos de um porcento do total do Orçamento Geral do Estado (OGE) de modo a fortalecer o nosso trabalho, principalmente no que toca à fiscalização dos programas do Governo”, concluiu.(jry)

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