Taur pede a parceiros internacionais apoio para reabilitação de infraestruturas públicas

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DÍLI- O Primeiro-Ministro, Taur Matan Ruak, pediu, na sequência das inundações que assolaram Timor-Leste, a todos os parceiros internacionais e comunidade timorense união para reparação das infraestruturas públicas.

“Em nome do Governo e dos timorenses, quero agradecer à comunidade internacional, sobretudo à Organização das Nações Unidas, embaixadas em Timor-Leste, o apoio na atribuição de recursos para apoiar Timor-Leste na recuperação das infraestruturas afetadas pelos desastres naturais”, afirmou o Chefe do Governo, no âmbito do lançamento da primeira dose da administração da vacina contra a covid-19, no Centro de Vacinas, no bairro Formosa, em Díli.

Taur Matan Ruak apelou também à população timorense que promovesse a união e  afastasse todas as diferenças ideológicas para prestar auxílio a todos os cidadãos.

Segundo o Chefe do Executivo, nenhum político nem o Primeiro-Ministro, Presidente do Parlamento Nacional nem o Presidente da República tiveram benefícios com as cheias  que causaram danos significativos em bens materiais e pessoais, levando ao sofrimento da população.

“Já não é tempo para competirmos. Agora, é tempo de sermos humildes e respeitarmos os mortos e o sofrimento do povo. Devemos usar todas a nossa forças em prol do povo”, salientou.

“Dei toda a minha vida a este povo. Quero que todos os timorenses sigam a história de Timor-Leste e não aproveitem a situação para obter vantagens em termos políticos. Se fizermos isto, perdemos a nossa dignidade. Timor não merece que isto seja feito, porque foi lutador e um guerrilheiro nos tempos mais conturbados e revelou ser forte e unido”, sublinhou.

“Atualmente o nosso país enfrenta não apenas a crise sanitária da covid-19 mas também os estragos significativos causados pelas cheias, estimando-se prejuízos que elevam a mais de 100 milhões de dólares americanos. As cheias do ano passado causaram prejuízos na ordem dos 50 milhões de dólares”, recordou.

O Chefe do Governo recordou, entretanto, que o sistema de drenagem das ribeiras de Comoro, Maloa e Becussi ficou totalmente danificado.

“Estas ribeiras colocam em risco toda a população. O número de mortos causados pelas cheias deste último domingo  ultrapassou as 30”, concluiu. (isa)