Tane Konsumidór defende melhoria de mecanismos de distribuição de Cesta Básica

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DÍLI- O Presidente da Asosiasaun Tane Konsumidór, António Ramos da Silva, sugeriu ao Governo e empresários que fornecem a Cesta Básica que melhorassem os mecanismos de preparação e distribuição de produtos locais à comunidade.

“Os mecanismos de preparação e de distribuição dos bens alimentares usados até à data não são dos melhores. É necessário melhorá-los e proceder a um controlo”, disse António da Silva, na passada quinta-feira (07/01), aos jornalistas do Timor Post, no seu local de trabalho, em Vila Verde, Díli.

O responsável manifestou a sua desconfiança relativamente às condições de armazenamento dos produtos alimentares, pois más condições levam à deterioração da qualidade dos artigos antes da sua distribuição.

António referiu ainda que, como responsável de uma associação defensora dos direitos dos consumidores, pretende apelar aos empresários a quem o Estado confiou a distribuição que preparem os artigos alimentares de forma higiénica antes de os distribuírem.

“Lembro às companhias que a confiança nelas depositada pelo Governo deve ser mostrada em atos de melhor atendimento à nossa população consumidora, em especial na devida preparação dos géneros alimentícios”, sublinhou o presidente.

Recordou também que a Cesta Básica é um programa que depende de fundos oriundos do Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2020 e a sua implementação é, como tal, acompanhada por inúmeras entidades, nomeadamente os media, o Parlamento Nacional (PN), entidades reguladoras e demais instituições, tanto públicas como privadas.

António Silva recordou igualmente que este programa tem por objetivo a recuperação económica do país.

“Se a nossa produção fosse suficiente para dar resposta à distribuição, contribuir-se-ia para a balança comercial do país. Ao invés de gastar dinheiro lá fora, a Cesta Básica visa promover a produção nacional”, frisou.

Mostrou-se, de igual modo, preocupado com a tabela de preços emitida pelo Governo aos empresários, cujos valores não correspondem aos preços atuais e que deverá ter reflexos negativos para o futuro.

“Nenhum de nós teve acesso à tabela, que, na verdade, não corresponde aos preços no mercado. Esperamos que isto não cause efeitos negativos. Se os preços dos produtos na Cesta Básica forem reais, os nossos consumidores não terão poder de compra no futuro”, lamentou.

Manifestou também apreensão em relação à falta de acesso à tabela de preços por parte da Comissão Anti-Corrupção (CAC) e da Autoridade de Inspeção e Fiscalização da Atividade Económica, Sanitária e Alimentar (AIFAESA), pois houve indícios de especulação de preços em vários recibos.

“Nem a CAC nem a AIFAESA tiveram acesso à tabela de preços emitida pelo Governo. Há alguns recibos que mostram especulação de preços. Receio que a nossa população não possa comprar os mesmos artigos da Cesta Básica depois da conclusão deste programa”, acrescentou.

Questionado sobre a especulação de preços em certas lojas, António considera que estas perderão os clientes, pois ninguém depositará mais confiança nelas.

Sugeriu, por fim, aos empresários que, se tiverem capital, invistam mais no setor agrícola de modo a aumentar a produção alimentar no país, que é um dos objetivos do programa da Cesta Básica. (jho)

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