SSMD orientam profissionais de saúde para melhor atendimento a deficientes e vítimas de violência

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DÍLI- Os Serviços de Saúde do Município de Díli (SSMD) realizaram, esta quinta-feira (28/01), um encontro para dar orientações aos profissionais de saúde sobre a melhoria do atendimento nos casos de violência com base no género, deficiência e outros ligados aos direitos humanos.

A Diretora dos SSMD, Agostinha Segurado, afirmou que estas orientações pretendem focar-se em todos os profissionais de saúde de Díli para reforçar a melhoria do atendimento e se acabar com a discriminação.

“Demos também orientações sobre a forma como devem tratar as vítimas de violência doméstica, nomeadamente as mulheres e as crianças, e sobre a coordenação do pessoal de saúde com outras entidades para apoiar estas pessoas”, disse a diretora, na Formosa.

Agostinha Segurado acrescentou que os profissionais de saúde devem assegurar e garantir o atendimento a vítimas que se encontram em casas de abrigo para que o trauma seja ultrapassado.

Segundo a diretora, têm também de ser garantidos cuidados de saúde às pessoas com deficiência e evitar-se a discriminação.

A diretora reconheceu a má assistência nas unidades de saúde e, por isso, apelou aos utentes que denunciassem estes casos.

“Não podemos mudar as atitudes das pessoas, mas as atitudes dos profissionais de saúde estão garantidas no seu juramento”, acrescentou.

Também o representante da organização ligada à deficiência Naroman ba Futuro, Frederico Ornai, lamentou a assistência dada pelos profissionais de saúde.

“Há muita discriminação no atendimento, sobretudo das pessoas com deficiência. Primeiro, não há acessibilidades nos postos de saúde. Segundo, não há atendimento digno para as pessoas com deficiência. De acordo com a nossa experiência em anos passados, familiares nossas com deficiência foram mal atendidos e ouviram palavras ofensivas das parteiras, quando deram a luz”, disse.

Frederico Ornai pediu também aos profissionais de saúde que trabalhassem em parceria com todas as entidades para melhorar o atendimento.

“Estamos preocupados com as acessibilidades, porque estas não são importantes apenas para as pessoas com a deficiência, mas para todos”, acrescentou. (isa)

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