Sociedade civil pede ao Governo celeridade na criação de centros de acolhimento

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DÍLI (Timor Post) – A sociedade civil pediu ao Governo que acelere a instalação de centros de acolhimento, dado que algumas vítimas das cheias que se fizeram sentir no passado dia 4 de abril continuam a viver em tendas.

“Apesar de o Ministro da Administração Estatal ter recentemente apresentado em Conselho de Ministros as opções político-legislativas subjacentes à instalação dos centros de acolhimento, importa acelerar o seu processo, porque as vítimas das últimas cheias continuam a viver em tendas”, afirmou o Diretor do Fórum das Organizações Não Governamentais de Timor-Leste (FONGTIL), Daniel Santos do Carmo, ao Timor Post.

O responsável referiu, contudo, que o Governo deverá proceder à uma análise aprofundada acerca da construção em causa para “não deixar ninguém para trás”.

Na mesma linha, o chefe de suco de Manleuana, Jacob Soares, defendeu a necessidade de o Executivo acelerar com o processo que envolve a instalação dos centros de acolhimento, visto que as vítimas, sobretudo as grávidas e crianças, se mantêm a viver em tendas, escolas e igrejas.

“Já lá vão cinco meses que as famílias vivem debaixo das tendas. Apesar disso, uma equipa da Autoridade do Município de Díli veio já fazer uma vistoria aos locais de acolhimento provisório no sentido de os transferir para locais selecionados pelo Governo”, referiu.

As opções foram apresentadas no último Conselho de Ministros pelo Ministro da Administração Estatal, Miguel Pereira de Carvalho. Estas visam criar em cada divisão administrativa dos municípios e da Região Administrativa Especial de Oé-Cusse Ambeno pelo menos uma infraestrutura pública para acolher temporariamente as vítimas de acidentes graves e desastres naturais. (jry/61L)

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