SEFOPE inspeciona contentor com 610 redes de pesca

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Díli – Uma equipa da Secretaria de Estado para a Formação Profissional e Emprego (SEFOPE), serviços alfandegários, oficiais do Ministério Público e da Polícia Científica de Investigação Criminal efetuou uma inspeção conjunta num contentor cheio de redes de pesca, proveniente da Coreia do Sul.

Segundo o Secretário de Estado da Formação Profissional e Emprego (SEFOPE), Alarico do Rosário, o contentor foi enviado, em 2016, por quatro trabalhadores timorenses da Coreia do Sul para apoiar os pescadores em Timor-Leste.

“Eu próprio não vi ainda o que está dentro do contentor. Só sei que existem apenas dez redes de pesca grandes e 600 pequenas, incluindo dez computadores e uma mala de roupa. O objetivo da inspeção é conhecer exatamente os bens transportados”, afirmou o governante, em declarações aos jornalistas, na quarta-feira (19/08), em Taci Tolu.

O secretário de Estado disse ainda que, na verdade, este contentor já devia ter sido desalfandegado nos mandatos do VI e VII governos, afirmando, contudo, que foi impossível fazê-lo devido à falta de preparação logística.

Acrescentou que a inspeção só pôde ser feita naquele dia por os bens serem património da SEFOPE.

Também o Diretor-Geral da SEFOPE, Paulo Alves, recordou que esta secretaria e Dom Carlos Ximenes Belo se tinham reunido, em 2015, com os trabalhadores na Coreia do Sul, para promover o empreendedorismo entre estes timorenses e a criação de postos de trabalho, contribuindo, assim, para a redução da taxa de desemprego no país.

“Os quatro trabalhadores informaram o ex-governante da SEFOPE, Ilídio Ximenes, que eles próprios comprariam as redes de pesca. Os bens seriam transportados, a título particular, para Timor. No entanto, foram colocados em nome da instituição, causando, assim, uma demora do desalfandegamento dos bens”, disse.

De acordo com o responsável, o atraso no desalfandegamento deveu-se à falta de entendimento entre o adido e o governante.

“Emitimos, a 9 de novembro de 2017, uma missiva à Administração dos Portos de Timor-Leste (APORTIL) com vista a reduzir a taxa de armazenamento e indemnização de demora. Contudo, o então Vice-Ministro dos Transportes e Comunicações afirmou que o assunto deveria ser tratado de acordo com os trâmites legais”, recordou.

Paulo Alves adiantou, por fim, que a SEFOPE criará uma equipa para a elaboração do relatório relativo ao desalfandegamento, garantindo, desta forma, a celeridade deste processo. (jho)