SECoop e presidentes de cooperativas de municípios discutem medidas de recuperação económica

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DÍLI- O Secretário de Estado de Cooperativas, Elizario Ferreira, reuniu-se, este sábado (29/08), com os presidentes das cooperativas de 13 municípios para discutirem as medidas de recuperação económica em Timor-Leste.

“Estivemos, hoje, aqui, primeiro para consolidar ideias e o trabalho. Segundo, para identificar os produtos das cooperativas e que podem ser oferecidos nos mercados, contribuindo para a recuperação económica. E terceiro, discutimos a política de cooperativas para o desenvolvimento do país”, afirmou o governante, à margem da reunião com os presidentes das cooperativas, em Aitarak-Laran, em Díli.

Segundo Elizario Ferreira, entre os produtos locais mais identificados, encontram-se o arroz, o sorgo, batata, feijão, cebola e outros hortícolas.

“A SECoop é um parceiro do MCAE [Ministério Coordenador dos Assuntos Económicos] na implementação do Plano de Recuperação Económica e, por isso, trabalhará em cooperação com parte das cooperativas para que sejam adquiridos produtos da população”, acrescentou.

O secretário de Estado pediu ainda a todos os dirigentes das 218 cooperativas no ativo que alistassem os produtos e se mantivessem ativos, contribuindo para uma melhoria da economia do país, sobretudo através do programa “Cesta Básica”.

Já a Presidente da Cooperativa do Grupo LANAMONA, Domingas dos Santos, destacou a necessidade de se melhorar a qualidade dos produtos locais.

“Iniciámos com 300 dólares americanos em 2004, mas agora já temos mais de um milhão de dólares e 18 funcionários. Precisamos de uma melhoria da qualidade e quantidade da produção para reduzir a importação, que promove também a saída de verbas”, disse.

Recorde-se que o Governo tem previsto no Orçamento Geral de Estado (OGE) de 2020 um valor de 71 milhões de dólares americanos para a atribuição de uma “cesta básica” a todas as famílias timorenses, uma medida de curto prazo que consta do Plano de Recuperação Económica para fazer face à crise da economia provocada pela covid-19.

Segundo o Ministro Coordenador dos Assuntos Económicos (MCAE), Joaquim Amaral, pretende-se que os produtos sejam adquiridos localmente para se encorajarem também os agricultores a produzir e vender os seus produtos nos mercados locais.

“Às vezes, os agricultores dizem que cultivam e produzem, mas ninguém compra os seus produtos. Com esta política do Governo, queremos que comprem e haja retorno para a população. Trata-se de dar oportunidade aos nossos agricultores de produzir e garantir compradores”, afirmou.

De acordo com Joaquim Amaral, com a aprovação do orçamento de 2020, estas medidas de curto prazo deverão ser executadas nos meses de novembro e dezembro. (isa)

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