SEAC apoia UJS com 20 mil dólares americanos para estudo sobre casas sagradas

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DÍLI – A Secretaria de Estado da Arte e Cultura (SEAC) apoia a Universidade João Saldanha (UJS) com 20 mil dólares americanos para efetuar um levantamento do número de casas sagradas existentes em seis municípios e analisar as condições ao nível das infraestruturas.

O Secretário de Estado da Arte e Cultura, Teófilo Caldas, disse que o objetivo desta pesquisa é, por um lado, identificar o número de casas sagradas localizadas nestes municípios e, por outro lado, averiguar o seu estado de conservação. Além disso, pretende-se analisar os desafios enfrentados pela comunidade, aquando da construção das casas tradicionais.

“Prevemos disponibilizar 20 mil dólares americanos para a universidade poder efetuar uma pesquisa no terreno às casas sagradas”, disse Teófilo Caldas aos jornalistas, esta terça-feira (23/02), no campus da UJS, em Becora.

O governante afirmou ainda que este programa constitui uma prioridade da SEAC neste Governo.

“A preservação do património cultural, principalmente o das casas sagradas, é um dos programas anuais da Secretaria de Estado da Arte e Cultura. Precisamos de fazer o levantamento e pesquisa destas casas para apoiar a comunidade, nomeadamente no que se refere à necessidade de serem reabilitadas ou mesmo construídas de raiz”, referiu.

“A casa sagrada pode dar-nos um forte contributo à economia e estimular o turismo cultural. Assim, as pessoas ao visitarem esta casa estarão a ajudar financeiramente os seus proprietários através da compra dos seus produtos locais”, insistiu.

O secretário de Estado acrescentou que a casa sagrada poderá reverter num centro cultural ou num museu para conservação da herança cultural dos antepassados.

Já o Reitor da Universidade de João Saldanha, João Mariano Saldanha, disse que, embora a sua universidade tenha obtido apoio por parte da SEAC, a verdade é que o tempo reservado ao estudo feito no terreno é bastante limitado.

“O tempo destinado a efetuar a pesquisa é muito limitado. Efetuaremos o estudo relativo às línguas Mambai, Macassae, Tocodede, Naueti e Fataluco. Temos um vasto conjunto de línguas, mas efetuaremos apenas o estudo destes grupos étnicos”, salientou

O responsável acrescentou, por último, que a universidade iniciará, em novembro próximo, a pesquisa, cuja conclusão está prevista para fevereiro de 2022.

“Estamos devidamente preparados para então podermos levar a cabo esta pesquisa de acordo com os nossos conhecimentos e desígnios da instituição universitária”, concluiu. (ono)