SEA quer combater substâncias que destroem ozono

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DÍLI- O Secretário de Estado do Ambiente, Demétrio de Amaral de Carvalho, disse, na segunda-feira (10/02), ser fundamental em Timor-Leste o combate aos produtos químicos e gases que destroem a camada de ozono.

“A Direção Nacional das Alterações Climáticas do Ambiente iniciou alguns programas com vista ao combate de substâncias químicas para reduzir a camada de ozono, no âmbito da Convenção de Viena para a Proteção da Camada do Ozono”, afirmou Demétrio de Amaral de Carvalho, na cerimónia de entrega de equipamentos de oficinas de manutenção de Refrigeração e Ar Condicionado (RAC).

O governante deu os exemplos dos perfumes e dos gases emitidos pelos eletrodomésticos, nomeadamente aparelhos de ar condicionado e frigoríficos.

“Os aparelhos que usamos no dia a dia, como o frigórico, o ar condicionado, contêm gases que prejudicam o ambiente. Se retirarmos, no entanto, estes equipamentos poderemos reduzir a destruição da camada do ozono”, sublinhou.

Segundo o Secretário de Estado, é preferível usar nos aparelhos de ar condicionado o gás R32 ao R22 pelos efeitos nefastos que este último pode causar.

O Diretor da empresa Sartec Enterprises, Kim Tchia, afirmou, por sua vez, que a sua empresa mantém uma cooperação com a Direção Nacional das Alterações Climáticas do Ambiente na proteção da camada do ozono.

“A nossa empresa está pronta a colaborar com o Governo, sobretudo através da direção do ambiente, para garantir a proteção da camada do ozono”, disse.

Kim Tchia pediu, entretanto, aos empresários timorenses que divulgassem informações ao público em geral sobre o uso de aparelhos de ar concionado modernos, medida esta que visa prevenir a destruição da camada do ozono.

“Peço aos meus colegas empresários timorenses do setor do ar condicionado e refrigeração que informem os clientes para que não adquiram mais aparelhos de ar condicionado já fora de mercado, recomendando-lhes, ao invés, a aquisição de novos aparelhos”, sugeriu.

Recorde-se que a Convenção de Viena para a Proteção da Camada do Ozono foi formalizada em 1985. Nela, é enunciado um conjunto de princípios para promover a proteção do ozono estratosférico.

Em 1987, surgiu o Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Destroem a Camada de Ozono, um tratado que entrou em vigor em 1989 e procura impor aos países uma progressiva redução da produção e consumo destas substâncias.

Em 2016, mais de 190 países chegaram a um acordo para começar a eliminar progressivamente, nos países mais ricos, o gás usado nos frigoríficos e nos aparelhos de ar condicionado que tem um efeito de acelerador do aquecimento global – os hidrofluorcarbonetos. (isa)

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