Reitor da UNTL triste com licenciados não admitidos no concurso para vagas de juízes

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Reitor da Universidade Nacional Timor Lorosa’e (UNTL), João Soares Martins

DÍLI (Timor Post) – O Reitor da Universidade Nacional Timor Lorosa’e (UNTL), João Soares Martins, mostrou o seu desagrado pelo facto de a maioria dos licenciados do curso de direito não ter sido selecionado para as vagas de juiz.

“Estou triste [com a notícia]. Agradeço aos média por terem anunciado os resultados e vou apresentar o problema à faculdade para tentar procurar soluções”, disse João Martins aos jornalistas, esta terça-feira (09/11), após a audiência com a Comissão G, que trata dos Assuntos da Educação, Juventude, Cultura e Cidadania, no Parlamento Nacional (PN).

Apesar disso, o reitor disse depositar total confiança na “qualidade” da UNTL.

“Garanto que a UNTL prima pela qualidade da educação. A prova disto é que muitos universitários estão atualmente a trabalhar em instituições públicas e privadas, ainda que não tenham concluído os seus estudos”, revelou.

Para João Martins, os licenciados em direito que ficaram de fora no decorrer do processo de recrutamento se deve à falta de preparação no momento da realização dos testes.

Já o Ministro da Justiça, Manuel Cárceres, tinha antes reconhecido, no âmbito do processo de recrutamento de novos juízes, as dificuldades sentidas pelo Executivo na seleção de um candidato à juiz.

“A escolha de um candidato em direito para frequentar a formação tem-se tornado numa tarefa bastante complicada. O Centro de Formação não se limita a formar pessoas licenciadas em direito, mas antes aproveita os licenciados em direito para se tornarem atores judiciais. Aqui reside o nosso maior problema”, afirmou Manuel Cárceres.

O ministro lembrou, por outro lado, que o Ministério da Justiça abriu vagas para magistrados, tendo chegado ao seu ministério um total de 716 candidatos oriundos das mais diversas instituições universitárias. Destes, refere o governante, 217 concorrem a juiz.

Manuel Cárceres realçou o quão difícil tem sido selecionar 20 candidatos em parte devido à falta de requisitos.

“A má qualidade da nossa educação impede-nos que tenhamos melhores recursos humanos. Prova disso é o facto de sentirmos imensas dificuldades em selecionar entre 20 a 27 candidatos de entre mais de 700 candidatos à concurso”, revelou.

Segundo o governante, depois da realização do teste oral e de uma prova escrita, serão selecionados 23 candidatos a juiz que posteriormente serão de novo postos à prova através de um exame psicológico e psicotécnico.

O ministro recomendou, por último, às universidades, nomeadamente à UNTL, que melhorem o nível de formação na área do direito, já que constatou que dos muitos licenciados em direito da UNTL que concorreram às vagas, apenas um foi selecionado para a fase final. (ono/jxy)

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