Reitor da UNPAZ: Alkatiri prefere instabilidade a soluções

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DÍLI – O Reitor da Universidade da Paz (UNPAZ), Adolmando Soares, acusou o Secretário-Geral da Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente (FRETILIN), Mari Alkatiri, de querer gerar conflitos em vez de procurar soluções para travar o impasse político.

A posição defendida por Adolmando Soares surge na sequência das declarações de Alkatiri dadas à LUSA, nas quais referia que “não se cumpre com o estipulado na lei. Se eu fosse o Presidente da República, recusaria a nova coligação do Governo”.

“Toda a gente sabe quem é Alkatiri. As suas declarações políticas só visam criar conflitos e não solucionar os problemas que o país está a enfrentar”, afirmou aos jornalistas, na UNPAZ, em Manleuana.

O Reitor da UNPAZ lembrou, de igual modo, que após o primeiro chumbo do Orçamento Geral de Estado (OGE) de 2020 no Parlamento Nacional, o secretário-geral da FRETILIN declarou que não pretendia ir a eleições antecipadas. No entanto, após a criação da nova aliança, sublinhou que o seu partido estaria pronto para ir a eleições.

“Podemos dizer que se há líder que evidenciou não ter quaisquer princípios para resolver a situação política é o secretário-geral da FRETILIN”, salientou.

Adolmando Amaral acrescentou que Alkatiri não tem mostrado “consistência política” no que diz respeito às suas ações.

Também o Decano da Faculdade de Ciências Políticas da Universidade de Díli (UNDIL), Hugo Lourenço da Costa, disse que as derradeiras declarações proferidas pelo secretário-geral da FRETILIN não correspondem às declarações ditas anteriormente, nomeadamente a recusa em ir a eleições antecipadas bem como a formação de uma nova coligação do Executivo. Recorde-se que Alkatiri tinha antes declarado que o único partido que estaria pronto para ir a eleições seria a FRETILIN.

De acordo com Hugo da Costa, estas declarações podem influenciar as decisões do Presidente da República.

O decano mostrou-se ainda preocupado com a decisão que o Chefe de Estado venha a tomar na próxima semana. Caso não haja solução em vista, recorrer-se-á às eleições antecipadas para pôr termo ao impasse político.

“A nova coligação do Governo preenche todos os requisitos anunciados pelo Presidente da República. O relatório da coligação já foi entregue pelo porta-voz do IX Executivo, António da Conceição ‘Kalohan’. Lembro que o próximo dia 17 de março constitui o último dia para que o Chefe de Estado tome uma decisão final. A meu ver, caso não saia fumo branco naquele dia, o país será forçado a ir de novo para eleições antecipadas”, concluiu. (MJ4)