Ramos-Horta acusa Governo de gostar mais da água importada do que a das marcas locais

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Jose Ramos Horta

DÍLI (Timor Post) – O Nobel da Paz José Ramos-Horta acusou o Governo timorense de “gostar mais da água importada do que a das marcas locais”, como a da GOTA e Fresca.

“Fiquei assustado quando vi que os timorenses, principalmente os membros do Governo, deputados e académicos, não têm responsabilidade de promover os produtos nacionais, mas gostam antes de promover os importados”, afirmou José Ramos-Horta aos jornalistas, esta quinta-feira (12/08), após a visita ao edifício da Empresa GOTA BEBIDAS E ALIMENTOS, LDA, em Fatuhada.

O nobel da paz pediu, por isso, ao Governo e a outras entidades que recorressem aos produtos nacionais nos eventos importantes para mostrarem aos participantes estrangeiros que o país, embora seja de pequena dimensão, dispõe de indústrias que podem produzir bens de primeira necessidade, como água potável.

“Eu, por exemplo, não uso a água importada, quer na minha casa quer no meu escritório, porque quero promover os produtos locais”, salientou.

Ramos-Horta recordou também que a Empresa GOTA BEBIDAS E ALIMENTOS, LDA criou já vários postos de trabalho para os timorenses, defendendo, por isso, a importância de o Executivo valorizar os esforços das empresas locais em contribuir para a diminuição da taxa de desemprego no país.

“A água da marca GOTA tem uma boa qualidade, de acordo com os padrões internacionais”, afirmou.

O Gestor da Empresa GOTA BEBIDAS E ALIMENTOS, LDA, Mário Silva, disse, por seu turno, que garantirá a quantidade e qualidade de água potável da marca GOTA aos consumidores em todo o território nacional.

Mário da Silva acrescentou, por último, que, a fim de ser garantida a qualidade do produto, são enviadas todas as semanas amostras de água para serem analisadas num dos laboratórios de segurança alimentar localizados na Austrália.(jho)

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