Programa SISCa em Bobonaro parado por falta de orçamento

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DÍLI- O Serviço de Saúde do Município de Bobonaro continua a não poder implementar o programa do Serviço Integrado da Saúde Comunitária (SISCa) devido à falta de verbas, avançou o Diretor de Saúde do Município de Bobonaro, João Cardoso.

“Em Bobonaro, decidimos não avançar para já com o SISCa por força da escassez de verbas. Está, por isso, pendente. Apesar deste contratempo, outras atividades regulares dos centros e postos de saúde estão a funcionar dentro da normalidade”, disse o responsável à jornalista, via telefone, esta segunda-feira (15/03).

Segundo João Cardoso, a equipa da clínica móvel continua, porém, a assegurar os cuidados médicos junto da comunidade que vive nem zonas rurais através de visitas ao domicílio.

“A equipa de vigilância de sentinela continua a efetuar o rastreio nos centros de saúde para testar amostras de doentes com sintomas de problemas respiratórios. A medida visa também perceber quem está imune ao novo coronavírus”, acrescentou.

Questionado sobre o número de fármacos disponíveis para os doentes nos centros de saúde em Bobonaro, o dirigente afirmou que existem em número suficiente para todos os doentes.

“Caso a cerca sanitária em Díli venha a estender-se, poderá condicionar o nosso trabalho. Apesar disso, os medicamentos disponíveis são por agora suficientes”, acrescentou.

Também o Presidente da Autoridade do Município de Bobonaro, Zeferino dos Santos afirmou que a equipa de saúde de Bobonaro mantém o seu trabalho regular, prestando cuidados médicos a todos os doentes. Pretende-se, desta forma, contribuir para a prevenção da covid-19.

“Hoje, queremos discutir com a equipa da tarefa da prevenção e mitigação da covid-19 de Bobonaro as medidas concretas com vista à prevenção do surto do novo coronavírus. Se o Governo decidir renovar a cerca sanitária em Díli, deveremos agir por forma a minimizar os efeitos”, disse.

Recorde-se que o Ministério da Saúde criou o SISCa para resolver o problema de acesso dos habitantes das áreas mais remotas aos serviços de saúde. Procura dar assistência a pessoas mais fragilizadas, como idosos, deficientes, grávidas e crianças.

O objetivo é que este público receba a visita de um profissional de saúde ou ajuda na mobilização até ao centro de saúde mais próximo.

O SISCa tem ainda uma função educacional, informando a população e os profissionais para as questões da saúde. (isa)

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