Professores de Díli sugerem atribuição do subsídio mensal de alimentos à população carenciada

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Ilustração

DÍLI (Timor Post) – Os professores do Município de Díli sugerem ao Governo que seja também atribuído o subsídio mensal de alimentos à população mais carenciada em todo o território.

Defendem que “a maioria dos cidadãos timorenses vivem atualmente uma situação de extrema vulnerabilidade resultante da crise pandémica provocada pela covid-19.

As recomendações surgiram na sequência de o Governo ter recentemente aprovado o decreto-lei que regula a atribuição do subsídio mensal de alimentos – 35 kg de arroz, cinco quilos de milho, de feijão e de feijão-mungo cada, bem como dois quilos de soja – a todos os funcionários públicos.

“Os funcionários públicos têm um salário suficiente para fazer face às necessidade dos-a-dia. Já em relação a grande parte das famílias timorenses, o cenário é bem diferente. Estas famílias vivem numa situação de extrema pobreza agravada com a covid-19. Por isso, o Governo deve ter em atenção esta grande parcela da população em todo o território”, disse o professor Alarico Freitas ao Timor Post, esta quinta-feira (23/09), em Manleuana.

“Temos de garantir uma vida melhor a todas as pessoas no país. Devemos todos ter direito ao bem-estar. O Estado não pode deixar que algumas vivam em pleno luxo e outras estejam completamente abandonadas. Isto não representa a imagem dos timorenses”, destacou.

Alarico Freitas sugeriu, de igual modo, que o subsídio mensal fosse atribuído aos cidadãos mais carenciados em detrimento dos funcionários públicos por estes auferirem mensalmente o seu salário.

“Não condeno a decisão do Governo, mas sugiro que preste mais atenção ao povo que está com dificuldades em adquirir bens alimentares. Devemos responder em primeiro lugar às necessidades das vítimas das cheias de abril que se encontram atualmente nos centros de acolhimento”, recomendou.

O educador Aniceto Pedro da Costa disse, por sua vez, que os funcionários públicos têm direito a receberem o subsídio em causa. Pediu, no entanto, que não fossem esquecidos todos os cidadãos que atravessam atualmente um período difícil fruto da crise pandémica.

Embora tenhamos um vencimento mensal, o valor não chega para cobrir todas as nossas despesas, quanto mais a população que vive sem salário”, lamentou. Sublinhou, por isso, que “seria justo que o novo subsídio fosse direcionado à população mais vulnerável”.  

Segundo o Executivo, o subsídio mensal de alimentos vai permitir a redução dos custos de aquisição de alimentos e confeção de refeições, além de promover a compra de produtos agrícolas nacionais, incentivando o aumento da produtividade do setor. (ono)

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