Produtos chineses e indonésios competem no mercado timorense

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DÍLI – O Coordenador da Autoridade de Inspeção e Fiscalização da Atividade Económica, Sanitária e Alimentar, IP (AIFAESA, IP), Abílio Sereno, disse na quinta-feira (05/03) que os produtos provenientes da China e Indonésia competem entre si no mercado interno, porque a maioria à venda é oriunda dos dois países.

“Apesar de Timor-Leste ser vizinho da Indonésia, a China também não quer ficar a perder nas importações de produtos alimentares e eletrodomésticos. E, como podemos ver, muitos alimentos vendidos nas lojas chinesas são mesmo de origem chinesa”, afirmou o coordenador, em declarações aos jornalistas, em Matadouro.

Segundo Abílio Sereno, a falta de recursos para analisar os produtos alimentares tem vindo a ser um grande problema para o país, visto que a AIFAESA, IP ainda não possui um laboratório.

O responsável sublinhou, contudo, que a AIFAESA, IP tem cooperado com a Agência Nacional de Controlo Farmacêutico e Alimentar da Indonésia (BPOM, em indonésio), lembrando que, caso necessite de qualquer tipo de apoio, como a análise de uma amostra, a entidade indonésia estará sempre disponível para apoiar o Estado timorense.

Abílio Sereno referiu igualmente que a autoridade mantém o controlo em todas as lojas do país, tanto indonésias como chinesas.

“Em relação ao surto Covid-19, nem a AIFAESA, IP nem os serviços aduaneiros detetaram qualquer problema em produtos. Nem a Direção dos Serviços de Quarentena identificou nenhuma doença causada por alimentos”, acrescentou.

Também o Diretor Nacional de Operações, Julião Ximenes, disse que os produtos da China são diversificados e vão dos produtos alimentares a eletrodomésticos.

“A meu ver, muitos produtos são importados da China, nomeadamente os secos, congelados e bebidas alcoólicas e, por isso, os serviços aduaneiros mantêm a cooperação com as entidades relevantes para a prevenção do surto em Timor-Leste”, referiu, pedindo ainda à população que cooperasse com as autoridades aduaneiras.

Segundo Julião Ximenes, os serviços aduaneiros mantêm as suas tarefas segundo as instruções, como efetuar o máximo controlo do Covid-19, que tem feito correr muita tinta.

O deputado do Partido Democrático (PD) António da Conceição pediu, como tal, ao Governo, sobretudo à AIFAESA, IP, que efetuasse o trabalho com rigor e controlasse os produtos chineses importados que chegam ao país. (SFJ1)