Produção avícola em Timor-Leste cai durante estado de emergência

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DÍLI- O Presidente do Movimento da Ação Económica Comunitária (MAECOM), Rui Castro, revelou, esta quarta-feira (09/09), que o estado de emergência, nomeadamente o encerramento das fronteiras, levou a uma redução na produção avícola em Timor-Leste (TL).

“O estado de emergência afetou muito a criação de frangos do aviário devido ao facto de as fronteiras terrestres abrirem apenas duas horas por semana. Eram importados pintos oito vezes por mês, mas agora já não e, como tal, a criação caiu muito”, disse ao Timor Post, em Caicoli, Díli.

Segundo o empresário, apesar do constrangimento, este grupo está muito empenhado na garantia de stock de frangos.

“Neste momento, estamos ainda com um stock superior a 20%. Esperamos que no mês de novembro e dezembro possamos chegar a mais de 40%”, afirmou.

De acordo com Rui Castro, caso se verifique uma fase de crescimento da produção avícola em Timor-Leste, poderão ser produzidos entre 200 a 300 mil ovos por mês para a criação de frangos, número ainda insuficiente.

“Estes números ainda são insuficientes. Esperamos que em 2021 possamos ser autossuficientes, porque, neste momento, os aviários estão a preparar fábricas de processamento de frangos”, disse, acrescentando que o MAECOM tem produzido já salsichas, que são enviadas para os restaurantes.

O Presidente do MAECOM recordou que já apresentou uma proposta ao Governo para a cedência de um terreno, proposta esta ainda em análise.

Além do setor avícola, o MAECOM quer igualmente dedicar-se à horticultura.

“Esperamos que, no próximo ano, possamos ter outras produções. Já dividimos a equipa e trabalhamos muito para fazer estudos e planos de negócios. Poderemos produzir tomate, entre outros hortícolas”, disse.

Para Rui Castro, o grupo deve também trabalhar em parceria com o Governo para reduzir a importação avícola. (isa)

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