Prémio Nobel da Paz resultou da luta timorense

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DÍLI- O Nobel da Paz José Manuel Ramos Horta afirmou que o seu prémio atribuído em 1996 “resultou da luta do povo timorense pela libertação da sua pátria amada, Timor-Leste”.

Segundo Ramos Horta, a celebração do 24.º aniversário da atribuição do Prémio Nobel da Paz não se cinge apenas a uma mera recordação, mas antes serve para fazer uma reflexão sobre a evolução do país após ter cumprido quase 20 anos de independência.

“O Prémio Nobel da Paz não se cinge apenas a uma ou duas pessoas, mas antes resulta da luta pela libertação nacional liderada pelo Avô Xavier, Nicolau Lobato e Maun Boot Xanana. É chegada a altura de refletirmos sobre onde estamos e para onde queremos ir após quase 20 anos de independência”, disse Ramos Horta, num seminário, esta segunda-feira (14/12), aos jornalistas, na Catedral, em Vila-Verde, Díli.

O ex-Chefe de Estado timorense lembrou ainda que as três figuras nacionais – o ex-Presidente da República, Francisco Xavier do Amaral, Nicolau Lobato e o carismático Kay Rala Xanana Gusmão – foram os ‘espíritos centrais da luta armada’.

Ramos elogiou de igual modo os heróis que ainda estão entre nós, como o atual Primeiro-Ministro, Taur Matan Ruak, Major-General Lere Anan Timor, Brigadeiro Falur Rate Laek e os demais veteranos timorenses.

“A luta foi de todo o povo timorense, desempenhando um papel determinante a frente clandestina, a juventude e, em particular, a Igreja”, referiu o diplomata timorense.

Já o jurista Avelino Coelho, destacou a realização deste seminário nacional, evento que constitui um instrumento de educação cívica para os cidadãos além de dar a conhecer o passado virtuoso dos heróis nacionais às gerações mais novas.

“O objetivo central deste seminário é partilhar experiências sobre a história e pontos de vista para serem considerados e seguidos. O Prémio Nobel da Paz também faz parte da história de Timor-Leste”, disse o ex-governante.

Avelino acrescentou que a luta de Timor-Leste envolveu, na altura, muita gente, sublinhando que cada um pode relatar as suas vivências, o seu papel que teve durante o processo que conduziria até à independência do país.

“Os lutadores foram os que criaram toda a história do país. O povo foi o criador desta história timorense, constituída por duas fases, o início e a conclusão. Isto significa que houve quem deu início à luta rumo à independência e outros que a concluíram, levando o país à sua independência. A história não dá de comer a ninguém. O fundamental é a perspetiva para o futuro, e a história é o alicerce para a escolha desta perspetiva”, concluiu. (kyt)

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