Posto Administrativo de Ataúro sem má nutrição

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Díli- Agostinha Segurado, Diretora-Executiva do Serviço de Saúde do Município de Díli (SSMD), disse que os dados da sua direção registam Ataúro como o único posto administrativo no Município de Díli sem má nutrição.

“Apesar de não me lembrar dos dados estatísticos do município de Díli, sei que Ataúro regista zero casos de má nutrição, ao contrário dos outros cinco postos administrativos”, afirmou aos jornalistas, na passada sexta-feira (17/07), no seu local de trabalho, em Formosa, Díli.

Agostinha referiu ainda que os postos administrativos de D. Aleixo e de Cristo Rei são os que enfrentam mais problemas de subnutrição, pois são aqueles com maior densidade populacional.

“De acordo com os últimos dados que consultei ontem, Comoro e Becora registaram mais casos de má nutrição, seguidos dos postos administrativos de Na’in Feto e Vera Cruz”, referiu Agostinha Segurado.

Segundo a diretora, o Ministério da Saúde pediu em Díli uma redução da percentagem de desnutrição para valores inferiores a 10%.

“Recebemos instruções [da saúde] a nível nacional para reduzirmos o índice de desnutrição a valores inferiores a 10%. Estamos já nos 10% e ainda não conseguimos reduzir, o que significa que a má nutrição em Díli não está totalmente eliminada”, explicou.

A responsável afirmou ainda que os programas do combate à desnutrição nos centros de saúde da capital continuam a decorrer dentro da normalidade.

“Ainda mantemos os programas nos centros de saúde, como a Sisca, Clínica Móvel e controlo do peso das crianças, para identificar se [o nível de subnutrição] é moderado ou grave. Preparamos também suplementos alimentícios, não somente para as crianças, mas também para as grávidas e as mulheres que amamentam”, garantiu.

Jaime dos Santos, Chefe do Centro de Saúde de Formosa, tinha antes dito que a desnutrição se deve quer a doenças sofridas pelas crianças quer à incapacidade dos pais na preparação de alimentos.

“Quando uma criança adoece, o seu peso diminuirá e vai enfrentar desnutrição. Apesar da abundância de géneros alimentícios, quando mal preparados, não promovem a saúde dos seus consumidores. A redução do peso da criança deve-se também às condições económicas [da família]. Como pode o peso aumentar, se comemos apenas uma ou duas vezes em vez de fazermos três refeições por dia?”, questionou Jaime dos Santos.

Breviado dos Santos, Chefe da Unidade Pediátrica do Hospital Nacional Guido Valadares (HNGV), tinha anteriormente explicado que as doenças afetam as crianças desde os primeiros três meses no útero da mãe até ao nascimento.

O responsável referiu ainda que, se nos primeiros três meses, as mães não efetuam tratamentos adequados, nomeadamente a imunização e toma de vitaminas, até ao parto, os bebés não nascerão saudáveis.

“Se não cumprirmos as orientações dos profissionais de saúde, as crianças perdem peso e facilmente são afetadas por doenças”, concluiu. (jry)

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