Português, a língua que “está com os timorenses desde que nascem”

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Reportagem de Isaura Lemos de Deus

Comemorou-se ontem, a 05 de maio, o Dia da Língua Portuguesa e Cultura na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). O Timor Post faz uma radiografia do português em Timor-Leste. É consensual que, apesar do ainda longo caminho a percorrer, mais timorenses falam português, uma língua também cada vez mais presente no tétum.

Quando a professora pede um voluntário para a entrevista, a maioria dos alunos recusa logo, mas Leódia Monteiro avança sem hesitar. Mal abre a boca, faz corar a jornalista tal é a autoconfiança com que fala português. Mesmo quando não se sente à vontade no assunto, fala e convence. Não, leitor. Pascoela não tem como língua materna o português. Também não é estudante universitária. Frequenta apenas o 9.º ano do Centro de Aprendizagem e Formação Escolar (CAFE) de Díli. Quando aqui chegou, pouco mais sabia do que “Eu chamo-me…”. Mas a jovem não vê dificuldades. Vê apenas oportunidades.

Leódia faz parte dos 8295 alunos dos CAFE espalhados por todos os municípios do país e Oecusse que aprendem diariamente em português e dos cerca de 30,8% de timorenses que, segundo os Censos de 2015, dizem dominar a língua. O português é, a par do tétum, língua oficial e convive com duas línguas de trabalho, o indonésio e o inglês, e, de acordo com Luís Thomaz, cerca de 30 línguas locais. Mas qual o papel da língua portuguesa neste mosaico linguístico? José Ramos Horta considera que a religião e as duas línguas oficiais diferenciam os timorenses de outros povos. “A identidade timorense resulta da história da presença portuguesa em Timor-Leste, que trouxe também a religião cristã. Os pilares mais importantes da identidade de um país vêm da língua. Aí, Timor-Leste tem duas línguas oficiais. O tétum já é muito influenciado pelo português. Cada vez mais”, lembra.

Também o Diretor do Instituto Nacional de Linguística (INL), Benjamim Corte-Real, recorda a importância do português para o tétum. “Sempre defendi que o tétum, para se desenvolver, até à sua realização plena, devia estar intimamente ligado à língua portuguesa. Hoje, dizemos que o tétum se desenvolveu em toda as fases graças ao seu contacto com o português. Por isso, o tétum de hoje entra nos bancos da escola, nos corredores das universidades, nas salas de conferência, não só nacionais como internacionais”, afirma.

Sobre as vozes que põem em causa a escolha do português como língua oficial, o linguista recorda que o idioma não era totalmente estranho à cultura timorense. “Os timorenses estão dispensados de responder a perguntas em torno da resistência ou da aceitação da língua portuguesa. Todos os timorenses, para sermos francos, já estão dentro da língua portuguesa. Só têm diferentes graus de domínio. A simbiose ou mistura cultural dos timorenses data de séculos. Já não depende se um timorense gosta ou não desta língua, porque desde que nasce já está dentro da língua portuguesa, só lhe falta é o domínio do português. Começa-se a rir e sublinha: “Apesar de dizerem ‘o antipático português’, não conseguem evitar o uso da língua portuguesa e o seu tétum é muito desenrascado, porque já não falam o tétum térique”. Benjamim Corte-Real reconhece, no entanto, que também se tratou de uma escolha política: “Timor-Leste proclamou-se independente em 1975 e, na Constituição na altura em vigor, o português surgia como a única língua oficial. Só em 2001 é que a Assembleia Constituinte decidiu pôr lado a lado o português e o tétum”.

Com um sorriso irónico, Ramos Horta critica, por sua vez, os que consideram as duas línguas oficiais um entrave ao desenvolvimento do país, nomeadamente “alguns brilhantes da anglofonia”. Lembra que “o inglês não abriu as portas ao mundo e à modernização” em países como a Libéria, a Nigéria, Gana, Quénia, Zimbabué ou Zâmbia, cujos “indicadores sociais e económicos são piores do que os de Timor”. O diplomata recomenda, contudo, aos timorenses que aprendam outras línguas estrangeiras, mas sempre sublinhando: “O português e o tétum são as línguas oficiais do país”.

Questionado sobre a evolução do português em Timor-Leste, o diplomata afirma: “Sem dúvida. Hoje o português é mais falado em Timor-Leste do que no tempo português. Em 1974, eram menos de 10%, talvez 5%. Agora, serão entre 25% a 30%”, afirma. Também a professora portuguesa Cláudia Taveira, que trabalha em Timor-Leste há 14 anos na formação de Português a adultos timorenses, sente esses progressos. “Quando cheguei, em 2002, só os mais velhos falavam português. Lembro-me que comecei a ensinar no 3.º ciclo do ensino básico e, mesmo estando a aprender tétum, era difícil a comunicação com os alunos nas aulas. O próprio tétum era diferente do atual, porque continha muitos mais empréstimos do indonésio. Atualmente, a situação é muito diferente. Mesmo nos níveis básicos, se falarmos pausadamente e com uma linguagem simples, os formandos entendem-nos bem”, diz.

Para a evolução da presença do português em Timor-Leste está também a contribuir a cooperação com os países lusófonos, em especial Portugal e Brasil. Em março de 2019, foi aprovado o novo Programa Estratégico de Cooperação Portugal-Timor-Leste 2018-2022 (PEC), avaliado em 70 milhões de euros (mais de 78 milhões de dólares americanos) e que se centrará no apoio à educação e difusão da língua portuguesa. Nesta área, estão em execução ou em negociação, entre outros, projetos como o CAFE, a Escola Portuguesa Ruy Cinatti, o Consultório da Língua para Jornalistas (CLJ), que trabalha na formação de português para profissionais da comunicação social, o FOCO UNTL, que dará apoio ao português na Universidade Nacional Timor Lorosa’e, e o Formar +, que se se centrará na formação de professores do ensino básico e secundário em língua portuguesa. Benjamim Corte-Real regista “com muito agrado a intervenção da cooperação brasileira e portuguesa, mas também a grande abertura da cooperação com outros países da CPLP”. Alerta, no entanto, para a necessidade de as “autoridades [timorenses] competentes saberem aproveitar para benefício próprio essa vontade dos países irmãos”. Já Ramos Horta lamenta a atual falta de investimento da cooperação brasileira em Timor-Leste: “Desde a Presidente Dilma Roussef que deixaram de vir professores brasileiros para Timor-Leste. Espero que, agora, com o Presidente Bolsonaro, a cooperação possa ser retomada”.

Presentes nos 12 municípios e no Oecusse-Ambeno, os CAFE, resultantes da cooperação entre Timor-Leste e Portugal, são, desde o Pré-Escolar, o maior projeto e o grande promotor da língua portuguesa em Timor-Leste. Nove destes centros cobrem já o Ensino Secundário. Trabalham nestas escolas 140 docentes portugueses e 103 timorenses. Está ainda prevista a contratação de mais professores timorenses, devendo totalizar os 200. São 8295 os alunos que todos os dias aprendem em português. A qualidade do ensino é reconhecida. Nos exames nacionais do 9.º ano, todos os CAFE ficaram em primeiro lugar no conjunto das escolas públicas timorenses e duas alunas foram as primeiras no ranking nacional.

A Coordenadora timorense dos CAFE, Antonieta de Jesus, recorda que o projeto tem como objetivo promover a língua portuguesa em Timor-Leste. “Foi criado em 2010 e pretende divulgar e promover a língua portuguesa em Timor-Leste, através do currículo do ensino timorense. Neste âmbito, todos os alunos, desde o Pré-Escolar ao Ensino Secundário, têm como língua principal nos CAFE o português. Portanto, a língua de instrução é esta”, diz. O objetivo está a ser conseguido. A Coordenadora portuguesa dos CAFE, Lina Vicente, conta que os meninos do Pré-Escolar, com cinco anos, já cantam canções e contam histórias em português.

A falta de hábitos de leitura é um problema grave no país, nomeadamente para a difusão da língua portuguesa, e, por isso, os CAFE têm investido nesta área. Lina Vicente diz que todos os centros têm “cantinhos dos livros” em português: “Os alunos, desde o pré-escolar, podem tirar livros, ouvir histórias tradicionais portuguesas e vão sempre continuando com o português. Podem levar para casa ou ler na escola”, conta com um sorriso que não esconde o orgulho.

Segundo a coordenadora Antonieta de Jesus, um dos problemas que têm sentido é o nível de proficiência de língua portuguesa dos professores timorenses. “Quando estes professores timorenses terminam a formação inicial nas faculdades, a maioria ainda não domina a língua portuguesa. É preciso dar formação para respondermos a estas necessidades”, revela. Foram adotadas duas estratégias para fazer face a esta dificuldade: a Oficina da Língua Portuguesa, que permite criar mais autoconfiança no professor timorense para a transmissão dos conteúdos curriculares em português, e a parceria pedagógica, que possibilita a partilha de conhecimento entre docentes portugueses e timorenses e a preparação conjunta das aulas.

Ramos Horta reconhece que Timor-Leste “ainda não tem professores com qualidade” e pede a expansão dos CAFE: “As escolas portuguesas dos CAFE agora estão em todos os municípios e têm um bom nível de educação. Acho que os Estados timorense e português devem investir mais nos CAFE e abrir mais escolas nos subdistritos. Isso, juntamente com a Escola Portuguesa Ruy Cinatti, vai dar a milhares de timorenses uma educação de qualidade”. No entanto, o diplomata recorda os atrasos no envio de professores, que nos anos anteriores se deveram ao Executivo português e este ano ao timorense. “Os CAFE ainda não estão bem organizados. O Governo português faz o recrutamento dos professores muito tarde. Chegam a Timor-Leste muito tarde. Em vez de começarem as aulas em janeiro, começam em fevereiro e março. Há um erro grave do lado português. Isto tem de ser resolvido para se mostrar a seriedade no compromisso do Estado português com a língua portuguesa em Timor”, afirma.

É realmente difícil aprender português?

Em Timor-Leste, é comum a perceção de que o português é uma língua difícil. É frequente ouvir-se: “O português é difícil” ou “Tem muitos verbos”. Benjamim Corte-Real contraria esta afirmações: “Por que é que os nossos katuas, apenas com a 4.ª classe, dominavam todas as conjugações verbais do português e hoje as pessoas se dão ao luxo de dizer que o português é difícil? Não podem. Na altura os timorenses eram mais inteligentes do que nós? Pelo contrário. Tinham menos recursos. Hoje, temos mais recursos que facilitam a aprendizagem. Não deve nem pode haver razões de queixa. Tem de se reconhecer uma didática própria da língua da língua portuguesa”, afirma.

Voltamos à conversa com Leódia Monteiro, a aluna do 9.º ano do CAFE, a menina que não vê dificuldades. “Para dominarmos esta língua, devemos estudar muito”, afirma. A aluna recorda que a maioria dos jovens não vê filmes em português nem lê nesta língua: “A leitura é parte integrante da nossa vida”, diz, parecendo mais uma professora do que uma aluna. “Quando lemos, podemos conhecer bem o nosso país”, acrescenta.

Lúcia Martins nunca passou pelos bancos do CAFE, mas, aos 23 anos, é professora de Português na Faculdade de Ciências Exatas da UNTL e está a trabalhar como revisora linguística de informação em português dos órgãos de comunicação social. Foi em casa que a paixão pela língua começou. “O meu pai é ex-militar do tempo português e falava a língua. A minha mãe, apesar de não ter aprendido formalmente, conseguiu-nos passar conhecimentos de português. Aprendíamos todos os dias esta língua e isso foi uma inspiração para mim”, conta. Tal como Leódia, as dificuldades não foram um entrave para Lúcia. “Para muitos, a complexidade gramatical é motivo para desistir. Eu considero o português desafiante. Mesmo sendo difícil, não é impossível aprender uma língua. Cabe ao aprendente investir na sua autoaprendizagem”, afirma. A jovem professora universitária aponta como causas para a dificuldade de os aprendentes timorenses praticarem a língua o receio de errar e a vergonha. “Embora o português seja língua oficial, infelizmente ainda não temos um contexto de imersão, por isso, quando falamos português em público, as pessoas olham de lado. Mas esta é uma grande oportunidade de contagiarmos outras pessoas, nomeadamente os alunos, para que se sintam motivados”, afirma.

‘A minha avó tem 180 anos e gosta de ver a televisão portuguesa’

A comunicação social é um importante fator de divulgação da língua. Mas será que tem contribuído para a promoção do português no país? Referindo-se ao entretenimento e à RTP Internacional, Ramos Horta diz que não: “Infelizmente a televisão portuguesa não é muito criativa, não é animadora, comparando com a televisão brasileira. Os brasileiros sabem fazer televisão, mas as televisões portuguesas, de uma maneira geral, só os velhinhos gostam de ver”. Sério, como se existisse no que dizia qualquer ironia, acrescenta: “A minha avó tem 180 anos e gosta de ver a televisão portuguesa”.

No que toca à produção de conteúdos informativos, embora haja ainda muito caminho, o português começa a ter alguma expressão, quer na imprensa escrita quer na rádio e televisão. Em 2016, a RTTL já produzia o noticiário em português e Timor Post publicava uma média de duas notícias próprias diárias nesta língua. Neste momento, o jornal mais que quadruplicou o número de conteúdos, sendo que alguns surgem na primeira página. O semanário The Dili Weekly começou também a produzir informação própria em português e, a par do inglês, na primeira página. Em destaque estão igualmente as notícias de português do jornal Semanário do Grupo Media Nacional (GMN), que também iniciou, em janeiro deste ano, a transmissão dos programas “Música CPLP +” e “CPLP na GMN”, um noticiário sobre os países desta comunidade.

O Diretor da GMN, Frances Suni, recorda que esta televisão nasceu em 2017 com o lema ‘Levar Timor ao Mundo’. Promover a língua portuguesa faz, por isso, parte dos planos. “Ao transmitir conteúdos apenas em tétum, a GMN está apenas a chegar à audiência local. Queremos promover outras línguas, sobretudo o português”, afirma. O diretor conta também que o canal tem recebido alguns comentários positivos sobre a introdução de novos programas e informação em português e, embora ainda não saiba quando, devido à falta de recursos humanos, pretende alargar a programação nesta língua. “A GMN precisa de criar mais programas em português, mas toda a informação tem de ser de raiz em português e não informação traduzida do tétum”, afirma.

A trabalhar por mais e melhor informação em português está o “Consultório da Língua para Jornalistas” (CLJ), um projeto que resulta da parceria entre o Camões, Instituto da Cooperação e da Língua de Portugal e a Secretaria de Estado para a Comunicação Social de Timor-Leste, executado entre setembro de 2016 e dezembro de 2019. Já melhorou as competências no português de mais de 150 jornalistas timorenses, de órgãos públicos e privados timorenses, e de mais de 50 profissionais do Governo ligados à comunicação. “O CLJ resulta de um estudo exaustivo de todo o contexto, através do diagnóstico das necessidades destes profissionais, que assentou na aplicação de testes, na análise dos conteúdos produzidos e na análise linguística das principais dificuldades dos jornalistas verificadas nas primeiras formações que efetuámos nas redações. Só respondendo às reais necessidades dos jornalistas, conseguimos que estes profissionais venham à formação. Sabe-se que um adulto não aprende uma língua não materna sem motivação e, para se sentir motivado, essa formação tem de ser útil. Apesar das muitas solicitações a nível laboral por parte dos jornalistas, temos um grande número de inscrições e turmas sempre com uma assiduidade superior a 90%”, explica a formadora Cláudia Taveira.

Cada formando frequenta cerca de 735 horas de formação intensiva, divididas pelos diferentes níveis de proficiência linguística. Sobre o elevado número de horas de formação, a formadora esclarece: “Segundo os estudos, um anglófono aprendente de português precisa de mais de 700 horas para dominar fluentemente a língua. Estamos a falar de contextos favoráveis à aprendizagem. Em Timor, apesar da proximidade lexical entre o tétum e o português, há fatores que afetam o domínio do português, como o percurso escolar, a pouca exposição à língua, a falta de hábitos de autoaprendizagem e de leitura”.

O Chefe de Redação do Timor Post, Carlos de Jesus, também formando do CLJ, considera que os jornalistas devem aprender a língua portuguesa devido ao facto de muitos documentos importantes serem redigidos em português. “Não tinha antes conhecimento do português, mas os cursos motivaram-me a aprender”, sublinha, acrescentando que o Governo deve apoiar a comunicação social, porque esta tem um papel essencial na divulgação de informação nas duas línguas oficiais. “Através da comunicação social, as pessoas podem aprender e não dependem apenas das escolas”, afirma, recordando que há jovens a terminar o secundário que não conseguem articular uma frase nesta língua.

Questionada sobre as dificuldades na execução do projeto, Cláudia Taveira sorri: “Algumas”. O primeiro obstáculo já foi ultrapassado. Havia, no início, uma certa “resistência e desconfiança” em relação ao português por parte dos jornalistas mais velhos, especialmente dos que fizeram todo o percurso escolar em indonésio. “Em alguns casos, tinham já frequentado cursos que acabaram por abandonar. Felizmente, vieram a estas formações e reconciliaram-se com o português. Não faltam a uma formação”, conta Cláudia Taveira, visivelmente orgulhosa. Carlos confessa: “No início não gostava do português por causa do passado e dos 450 anos de colonialismo de Portugal, mas agora já não”, conta, rindo.

Outra dificuldade do CLJ prende-se com o facto de serem “apenas três formadores no apoio a todo o setor da comunicação social e até há pouco tempo só dois”. “Já há resultados, mas podia haver ainda mais. Dar resposta a mais solicitações de apoio é totalmente impossível”, conta a professora. Além da formação, o CLJ apoia as redações, nomeadamente a RTTL, Timor Post e GMN. “Este apoio é fundamental. Alguns linguistas defendem que apenas cerca de 5% de adultos aprendentes de uma língua não materna conseguem atingir o nível de um falante nativo. Neste caso, os jornalistas têm de escrever, de forma rigorosa e correta, sobre diversas áreas, algumas muito complexas, numa língua que não é a materna. É um processo moroso e que exige muito acompanhamento”, diz. A este constrangimento, junta-se alguma falta de rigor, “algo que em Timor não é exclusivo dos jornalistas, mas que neles chama a atenção”.

Regressamos aos CAFE. Carion da Cruz, também aluno do 9.º ano, fala-nos dos seus planos para o futuro e como o português o ajudará: “Quando for grande, vou trabalhar no Parlamento Nacional. É preciso saber português”, diz, muito envergonhado. O futuro, para Leódia, também é muito claro: “Através do português, vou ter um bom trabalho no futuro. Quero ser geóloga, porque quero conhecer melhor os recursos naturais existentes em Timor-Leste. Não quero dar mais oportunidade a outros países para a exploração dos nossos recursos naturais”.  Para estes dois jovens, o futuro é em português, essa língua que, segundo Benjamim Corte-Real, está com os timorenses desde que nascem e varia apenas no grau de domínio.

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