Porta-voz da RNDJC lamenta declarações de Lere

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Dr. Angela Freitas, the Vice President of the East Timor Labor Party outside the DIli Hospital. At 8pm on 080606, In Dili, four men have been shot and slashed with machetes in a politically motivated attack as fears grow of the violence spreading into rural areas. Dr. Angela Freitas, the Vice President of the East Timor Labor Party claims the attack happened after the men had agreed to organise an anti-Government rally. Dili Hospital East Timor 090606

DÍLI – A porta-voz do Grupo de Resistência Nacional de Defesa da Justiça e Constituição de Timor-Leste (GRNDJC), Ângela Freitas, mostrou-se preocupada com as declarações do Chefe de Estado-Maior das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), Major-General Lere Anan Timur, e afirma que está a preparar documentos para serem apresentados ao Ministério Público por considerar que este já “atingiu o limite”, acusando-a sem factos.

“[Lere] Continua a apontar dedo a Ângela Freitas. A população sabe que não é a Ângela que lidera as F-FDTL e este país”, afirmou a porta-voz da RNDJC, na segunda-feira (07/09), no Bairro da Formosa, lembrando que os militares devem apenas assegurar a soberania do país quando houver ameaças externas. Quanto à Polícia Nacional de Timor-Leste, tem de garantir a segurança em caso de manifestações.

Fez ainda um apelo ao Major General que não confundisse a porta-voz com outras pessoas, visto que não saiu do país em situações de crise.

Ângela recordou igualmente que ela e o falecido pai, Paulo Freitas da Silva, foram sobreviventes e autores do 12 de Novembro.

“Já trabalhei na diplomacia e [frente] clandestina. Não se pode, por isso, dizer que foi apenas o Major-General Lere a lutar”, afirmou, sublinhando igualmente que “já não é tempo para conversas, mas chegou a hora de melhorar a vida da população. É o que mais importa”.

Respondeu, de igual modo, às críticas vindas a público relativas ao seu envolvimento nos casos de Major Alfredo e de Mauk Moruk.

“Não me envolvi na morte de Major Alfredo. O próprio caso foi investigado por uma comissão de inquérito internacional. Não atirem pedras e escondam a mão. Peço, por isso, que não façam provocações. Pior ainda, condenam-me pela morte de Mauk Moruk”, afirmou.

Acrescentou que “não tem armas para ameaçar, mas usa o cérebro para analisar a situação interna, em que já toda gente sabe que o Chefe de Estado violou a Constituição”.

Recordou, por fim, que a manifestação contra o Presidente da República devia ter lugar a 4 de setembro deste ano, mas não foi realizada devido à intervenção das F-FDTL. (sfj2)

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