População insiste em não respeitar distância social

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DÍLI- O incumprimento das medidas de distanciamento social, particularmente no que respeita aos funerais, onde se reúnem numa casa dezenas de pessoas vindas de fora, está a preocupar alguns habitantes.

Segundo as regras impostas pelo estado de emergência, os funerais não deveriam ter simultaneamente mais de dez pessoas. Proíbem-se igualmente ajuntamentos com de mais de cinco pessoas.

Angélica Macedo, moradora em Díli, mostrou o seu desagrado pelo facto de inúmeras pessoas continuarem a desobedecer às normas impostas pelo estado de emergência, em particular no que diz respeito ao cumprimento das medidas de distanciamento social.

“O Governo proibiu a população de se juntar em grupo, seja em casa seja lá fora. Vi há dias em casa de uns vizinhos muitas pessoas aglomeradas por causa de uma cerimónia fúnebre de um familiar. As pessoas não usavam máscaras e nem lavaram as mãos. Não cumpriram também a distância de um metro”, disse no passado sábado (04/04).

Também Sandra de Araújo, jovem moradora, referiu a importância de se cumprir o distanciamento como medida de prevenção para travar o surto do Covid-19.

“A comunidade ainda não tem consciência do real perigo que é não cumprir o distanciamento social. As pessoas continuam a sentar-se umas ao lado das outras, desvalorizando as medidas preventivas para combater o Covid-19”, disse à jornalista do Timor Post, ,em Culuhun.

A jovem lembrou ainda que a aglomeração de pessoas, quer em casa quer nos espaços públicos, fará com que o número de pessoas infetadas com o vírus aumente.

Sandra de Araújo apelou, por isso, às forças de segurança que aplicassem medidas que ponham fim a este comportamento de desobediência, com medidas sancionatórias para quem não cumprir as regras durante o estado de emergência. (isa)

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