População de Loilubo satisfeita com abundância de alimentos após chuva

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Baucau- A população do suco de Loilubo, no Posto Administrativo de Vemasse, município de Baucau, mostra-se agradada com a abundância de alimentos, fruto da chuva que tem caído nos últimos tempos.

O morador António Soares disse que no suco de Loilubo não há registo de escassez de produtos alimentares locais em virtude da chuva que tem caído abundantemente nos últimos tempos.

“Não nos tem faltado alimentos. Começa-se a ver os grãos do milho. Por outro lado, temos assistido ao crescimento de vários tipos de legumes, batatas doces além de diversos frutos”, afirmou na sexta-feira (01/01), na sua residência.

Segundo António Soares, os habitantes do suco mostram-se satisfeitos com a colheita de 2020, pois foram produzidos em grande quantidade vários produtos, como o milho, arroz, batata ou inhame.

“Continuamos a consumir arroz e milho produzidos em 2020. Não temos, por isso, sentido falta de bens alimentícios. Continuamos a consumir inhame e batatas”, afirmou.

António lembrou ainda que os bens de primeira necessidade são fundamentais para a sobrevivência da população no seu quotidiano.

“Nós, que vivemos nas zonas rurais, vivemos daquilo que a nossa terra nos dá no dia a dia. Apesar disso, precisamos de dinheiro para pagar as propinas dos nossos filhos e comprarmos bens de primeira necessidade, além de artigos de higiene, como o sabão e pasta de dentes”, afirmou.

Também o habitante João do Céu disse que a esmagadora maioria da população vive da agricultura, pelo que, num ano de grande abundância, não passou por sobressaltos.

“No sopé da montanha, todos vivem da agricultura. Estão à mercê daquilo que a terra produz e 2020 foi um ano bastante vantajoso para nós. Por isso, não sentimos dificuldades em relação à produção agrícola. O importante é, pois, continuarmos a trabalhar”, referiu.

Segundo João do Céu, os próprios funcionários públicos que residem nas áreas rurais, dão uma mãozinha ao dedicarem-se, aos fins de semana, ao cultivo da terra. Deu como exemplo os professores que durante a semana lecionam nas escolas e aos fins de semana trabalham nas hortas e várzeas. (jho)