População de Comoro questiona capacidade do MSSI para dar resposta a reclamantes

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Díli—A comunidade do suco de Comoro, no Posto Administrativo de Dom Aleixo, em Díli, considera que o Ministério da Solidariedade Social e Inclusão, liderado pela Ministra Armanda Berta, não tem capacidade para resolver a questão do pagamento do subsídio de 200 dólares às familías reclamantes.

As listas de reclamações que as autoridades locais do suco de Comoro entregaram ao MSSI, que deveriam ter sido analisadas em 15 dias, incluíam mais de mil famílias reclamantes, mas só 86 foram aprovadas.

Apesar de ter sido definido um prazo de 15 dias, a equipa técnica do MSSI demorou mais de seis meses a analisar os processos e ainda não conseguiu resolver definitivamente este assunto. A população do suco considera, por isso, que o ministério revela incapacidade na resolução do problema.

“Por que razão é que o Ministério da Solidariedade Social não conseguiu resolver este problema. Tem ou não capacidade para solucionar os problemas do povo? Estamos quase a chegar ao fim de 2020 e a entrar em 2021. Quando é que se realizará este pagamento?”, questionou o habitante Simão Ximenes, na quinta feira (26/11), na sede do suco de Comoro.

Já o beneficiário Jaime Amaral contou que, embora o seu nome estivesse na lista afixada no quadro de aviso, ainda não recebeu o subsídio.

“Quando fui para receber o pagamento, o meu nome desapareceu, embora antes estivesse no quadro de aviso”, contou Jaime Amaral.

Também Teresinha Gonzaga, outra habitante, lembrou as dificuldades por que passaram durante a crise provocada pela covid-19.

“No momento em que tratámos deste subsídio, não tínhamos acesso a carros. Tivemos de nos deslocar a pé com os nossos bebés, do bairro de Masin Lidun até à sede do suco de Comoro. Também temos o direito de receber este dinheiro por causa do nosso sofrimento causado pela covid-19”, afirmou Terezinha.

Questionado sobre o problema, o Vice-Coordenador do Secretariado da Equipa Conjunta do MSSI, João Coimbra, disse que o ministério está a desenvolver esforços para em breve encontrar uma solução.

“Há aspetos técnicos que precisamos de considerar e de solucionar”, sublinhou.  (Jeremias Soares)

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