População da RAEOA preocupada com aumento do preço de arroz

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Díli – A deputada da bancada do partido Congresso Nacional para a Reconstrução de Timor-Leste (CNRT) Lúcia Taeki disse, na sua intervenção no plenário, que a população da Região Administrativa Especial de Oé-Cusse Ambeno (RAEOA) está atualmente preocupada com a subida do preço do arroz.

“Na RAEOA, o preço do arroz começou, na semana passada, a aumentar. Cada saco custa 25 dólares. Sabemos que o barco Success se mantém em reparação, ficando apenas, por isso, o Nakroma a fazer operações”, afirmou Lúcia Taeki, na terça-feira (21/07), no Parlamento Nacional.

Segundo a deputada, o aumento do preço deveu-se ao facto de o  Nakroma não dispor de espaço suficiente para transportar uma grande quantidade de arroz para a região.

“Pede-se à Administração dos Portos de Timor-Leste que divida o horário de embarcação, entre passageiros e mercadorias, visto que os empresários não conseguem transportar uma quantidade suficiente de arroz para Ketan”, apelou.

Lúcia Taeki sugeriu também aos membros do Governo e aos funcionários públicos que, caso pretendam viajar para o enclave, não levassem muitos veículos do Estado.

Em resposta à preocupação da deputada, o Ministro dos Assuntos Parlamentares e Comunicação Social, Francisco Jerónimo, disse que comunicararia primeiramente com as autoridades desta região.

“Vou perguntar-lhes se é verdade ou não. Também ainda não recebi informações relacionadas com a subida do preço do arroz em Oé-Cusse e a reparação do barco Success por parte do Ministro dos Transportes e Comunicações”, afirmou.

Habitantes pedem intervenção do Presidente da RAEOA

Relativamente à preocupação da deputada do CNRT, o Timor Post tentou confirmar com um habitante de Pante Macassar, de Oé-Cusse, que confirmou ser “verdade que se registou uma subida do preço do arroz, que, contudo, não chega a 25 dólares. No entanto, tal pode acontecer nas sub-regiões”.

“Acabei de comprar 20 quilogramas de arroz e custou-me 16 dólares. Cada saco de arroz com 25 quilogramas vende-se por 18 dólares. Já com 30 quilogramas custa 20 dólares”, disse Fincêncio Cono, via telefone, sublinhando que os proprietários de todos os quiosques nos 18 sucos da RAEOA decidiram manter estes preços.

Para o habitante, a razão pela qual o preço terá aumentado prende-se com a falta de transporte de mercadorias e o pagamento dos subsídios às famílias.

“A meu ver, o facto de o preço de arroz ter subido deveu-se à falta de stock. Também à atribuição de subsídios aos agregados familiares bem como à falta de transporte de mercadorias”, referiu.

O residente lamentou, contudo, a falta de apoio por parte das autoridades da região, visto que, apesar de o Presidente da Autoridade da RAEOA, Arsénio Bano, ter já ouvido a questão, não interveio.

Fincêncio Cono pediu, como tal, ao Presidente da região que definisse uma política, garantindo, deste modo, uma estabilização do preço do arroz.

“Peço ao Presidente da RAEOA que trace uma política para a estabilização do preço do arroz. Não pode ficar quieto, depois de já ter ouvido o problema”, apelou, acrescentando que, caso contrário, o Governo Central deveria exonerá-lo de modo a que a população não se torne vítima. (flo/oro)