Política Económica de Resposta à Covid-19 debatida nas Comissões do PN

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DÍLI- As Comissões C e D do Parlamento Nacional (PN) debateram, esta quinta-feira (23/04), a Política Económica de Resposta à Covid-19, apresentada pelo Ministro do Turismo, Comércio e Indústria em exercício, Fidélis Magalhães, no âmbito do estado de emergência e da crise sanitária provocada pelo novo coronavírus.

Fernanda Lay, deputada do Congresso Nacional para a Reconstrução de Timor-Leste (CNRT) questionou alguns dados apresentados pelo ministro.

“Hoje, o ministro afirmou que, numa situação normal, cada família pode auferir 250 dólares. Contudo, o salário mínimo é de cento e poucos dólares.  O Ministério da Solidariedade, Social e Inclusão identificou ou não estes dados para que a intervenção possa ser feita entre aqueles que precisam de ajuda?”, questionou.

A deputada criticou ainda, no que toca à distribuição de bens essenciais, um dos seis pilares da estratégia económica, o foco na aquisição de arroz em detrimento de outros alimentos essenciais.

“Estou preocupada com a apresentação de hoje, pois dá apenas prioridade à aquisição de bens de primeira necessidade, sobretudo de arroz. Como é com os stocks de óleo, açúcar, entre outros? Alguns países estão bloqueados”, afirmou.

Já o deputado António da Conceição do Partido Democrático (PD) manifestou apoio a esta política e referiu a importância do combate ao coronavírus no país.

“Quero subscrever o que o Governo está a planear em termos de medidas e políticas para atuação contra a covid-19. Aceito e precisamos dar mais importância à vida das pessoas do que às verbas”, afirmou o deputado.

O parlamentar destacou também a questão dos bens essenciais, um dos pilares deste plano económico.

“Aceito o plano apresentado pelo ministro, sobretudo nos bens essenciais. Este [plano para os bens essenciais] é muito necessário. Temos acesso a informações sobre as preocupações da população através da televisão. Esta distribuição dos bens requer, por acaso, a nossa atuação imediata para salvar a nossa população devido ao estado de emergência”, disse.

Também a deputada Olinda Guterres do Kmanek Haburas Unidade Nasionál Timor Oan (KHUNTO) mostrou apoio a esta estratégia do Governo no âmbito da crise provocada pelo coronavírus no país.

“A crise de coronavírus é uma preocupação global, não só em Timor-Leste. Já li todo o documento [da Política Económica de Resposta à Covid-19] e, por isso, dou o meu apoio a esta política”, disse Olinda Guterres.

A deputada pediu, no entanto, ao Ministério do Turismo, Comércio e Indústria , sobretudo ao Centro de Logística Nacional (CLN), que adquirissem arroz para apoiar a população durante o período de estado de emergência.

Recorde-se que o Governo aprovou, na passada sexta-feira (17/04), na Comissão Interministerial, um pacote de 19 medidas económicas, com base em seis pilares – conetividade, bens essenciais, telecomunicações, serviços básicos, crédito e apoios diretos. (isa)