Política Económica de Resposta à Covid-19 apresentada no Parlamento

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DÍLI- O Ministro do Turismo, Comércio e Indústria em exercício, Fidélis Magalhães, apresentou, esta quinta-feira (23/04), às Comissões C e D do Parlamento Nacional a Política Económica de Resposta à Covid-19 durante o período do estado de emergência.

“Estas são as três questões que tentamos abordar, os efeitos sanitários, económicos e o Plano de Estímulo Económico”, afirmou Fidélis Magalhães.

Segundo o ministro, a covid-19 poderá ter um impacto muito negativo na economia do país, que se traduzirá numa queda do Produto Interno Bruto (PIB).

“A covid-19 é um choque que prejudica a economia real. A perda direta do PIB é inevitável. A contenção reduzirá a atividade económica, causando uma interrupção no fornecimento e uma queda na procura, que afeta a produção, as vendas e emprego”, alertou na sua apresentação no Parlamento Nacional.

O responsável apresentou também os cenários relacionados com a situação do coronavírus no país, de acordo com a duração do estado de emergência.

“Projetamos cenários baixos, médios e altos para o impacto da covid-19 na economia em 2020. As previsões para 2020 já estimavam um declínio de 8% devido à redução da despesa pública”, acrescentou.

Segundo o ministro, as previsões situam-se entre uma redução do PIB em 2,2%, se o estado de emergência durar um mês, e os 15%, numa duração de três meses.

Fidélis Magalhães destacou também como possível consequência desta crise sanitária o aumento da desnutrição no país.

“Os cenários médio e alto levarão ao aumento do número de famílias que enfrentam défice alimentar e dificuldades financeiras. Podemos esperar ver aumentos de nanismo, desnutrição e desemprego. Defende-se aqui a disponibilidade de stocks alimentares de emergência e a assistência às pessoas mais afetadas”, disse.

Recorde-se que o Governo aprovou, na passada sexta-feira (17/04), na Comissão Interministerial, um pacote de 19 medidas económicas, com base em seis pilares – conetividade, bens essenciais, telecomunicações, serviços básicos, crédito e apoios diretos. (isa)