PNTL responsabiliza Alfândegas no caso da estátua de Nossa Senhora

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DÍLI – O Comandante-Geral da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL), o Comissário Faustino da Costa, responsabiliza também a Direção Nacional das Alfândegas pelas críticas da Igreja relacionadas com a possibilidade da existência de droga na estátua de Nossa Senhora.

“A PNTL não trabalha sozinha. Existe uma equipa conjunta. Relativamente à questão da presença de droga na estátua de Nossa Senhora, foram as máquinas de raio-x das Alfândegas que detetaram, em primeiro lugar [a presença de algo na estátua], não a PNTL”, afirmou Faustino da Costa aos jornalistas, na segunda-feira (25/01), no Quartel-Geral da PNTL, em Caicoli.

O comissário admitiu, contudo, que a instituição tinha remetido uma notificação para os religiosos com vista a proceder a uma investigação relativa à estátua.

Recorde-se que o Arcebispo Metropolitano da Província Eclesiástica de Díli, Dom Virgílio do Carmo da Silva, tinha questionado o profissionalismo da PNTL neste caso, dado que o resultado da investigação deu negativo.

Segundo o sacerdote, “Timor-Leste é um país democrático e de direito”, pelo que as autoridades devem respeitar o princípio da presunção de inocência, não divulgando informação aleatória ao público sem serem apresentadas quaisquer evidências.

Na mesma linha, o Coordenador da Asia Justice and Rights (AJAR), Inocêncio Xavier, acusa o Departamento de Migração da PNTL e a Polícia Científica de Investigação Criminal (PCIC) de falta de profissionalismo na investigação.

“A meu ver, existem falhas entre o serviço alfandegário e a PCIC, visto que a estátua já foi transportada há um mês e só depois é que se lembraram que continha droga”, lamentou.

Fez, por isso, um apelo ao Bispo da Diocese de Baucau, Dom Basílio de Nascimento, e aos religiosos que apresentassem queixa por difamação.

O responsável sublinhou, de igual modo, a necessidade de as autoridades de segurança indemnizarem a Igreja pela difamação bem como de pedirem desculpa, sobretudo aos párocos e aos sacristãos de Lospalos.

Inácio Xavier acrescentou, por último, a importância de serem sancionadas as autoridades responsáveis pela incoerência na investigação de modo a que o caso não se repita no futuro. (jxy/mj1)

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