PNTL propõe orçamento adicional de 18 milhões de dólares americanos

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José Agostinho Sequeira ‘Somotxo’. Foto SMNewstl

DÍLI (Timor Post) – A Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) pediu uma verba adicional num valor de 18 milhões de dólares americanos na sua proposta do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2022.

Contudo, o Ministério do Interior (MI) propôs, antes, um valor a rondar os 16 milhões de dólares no OGE para 2022, destinado, entre outros, à edificação de novos postos de segurança, reabilitação dos antigos postos, além da construção do novo edifício do Quartel-Geral da PNTL.

O presidente da Comissão B do Parlamento Nacional (PN) que trata dos Assuntos de Negócios Estrangeiros, Defesa e Segurança, José Agostinho Sequeira ‘Somotxo’, referiu que as verbas adicionais destinadas à instituição policial são de extrema importância para garantir a segurança durante os próximos atos eleitorais, a saber – eleições presidenciais e parlamentares.

“A sociedade civil vê a PNTL como a instituição que está incumbida de garantir a segurança durante as próximas eleições. A polícia necessita, como tal, de um orçamento adicional para fazer face a todas as despesas. Estamos apenas à procura de meios para que este orçamento não seja somado ao teto do OGE para 2022 fixado em 1,6 mil milhões de dólares”, disse ‘Somotxo’ esta segunda-feira (08/11), aos jornalistas, à margem da audiência pública com a PNTL no PN.

Segundo o parlamentar, a PNTL necessita de um orçamento adicional para a aquisição de meios necessários, como a capacitação dos seus agentes e a disponibilização e manutenção de veículos a serem usados durante o próximo ato eleitoral.

“A meu ver, esta questão preocupa não apenas à Comissão B do PN, ao Ministério do Interior e à PNTL, mas também à toda apopulação , pois as necessidades são urgentes e o orçamento é de um montante avultado. A Comissão B compromete-se, por isso, a fazer todos os possíveis para disponibilizar metade da quantia necessitada”, frisou o deputado.

Adiantou ainda que a PNTL precisa também de avançar com a construção de postos de segurança para a Unidade de Patrulhamento das Fronteiras (UPF).

“Há algumas casernas dantes construídas que estão no inativo. Não são atualmente usadas pelos efetivos da UPF devido à falta de luz elétrica. A culpa é do Governo anterior. Contudo, não o devemos condenar, mas antes procurar soluções adequadas para que as nossas forças policiais tenham condições dignas”, afirmou o ex-ministro da Defesa e Segurança.

Já o Comandante Geral da PNTL, o comissário Faustino da Costa, revelou que a audiência pública convocada junto da Comissão B teve por objetivo informar os parlamentares sobre as atividades de segurança durante os próximos atos eleitorais.

“Informamos sobre o papel a ser desempenhado pela PNTL durante o período das eleições. Apresentámos, de igual modo, as necessidades e os meios mais adequados para garantir o sucesso do trabalho dos agentes de segurança, nomeadamente na aquisição de novas viaturas e no reforço de equipamentos de comunicação”, referiu Faustino. (kyt)

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