PN recomenda ao Governo que melhore métodos de trabalho

by -65 views

DÍLI- Joaquim dos Santos, o Presidente da Comissão A, que trata dos Assuntos da Justiça e da Constituição no Parlamento Nacional (PN), disse ter recomendado ao atual Governo que melhorasse o seu modelo de trabalho para não pôr em causa a execução do Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2020.

O deputado prestou estas declarações na sequência das audições realizadas pelo PN e Governo relativas à execução do OGE de 2020.

“Recomendámos, há pouco tempo, ao Governo que melhorasse o seu sistema de trabalho a fim de não causar efeitos negativos ao Orçamento do Estado. Recordo que as orgânicas do Executivo ainda não estão completas, o prejudica a execução do OGE”, disse Joaquim, esta quarta-feira (30/09), aos jornalistas, no edifício do PN.

Joaquim sugeriu, de igual modo, ao Executivo para que fossem definidos de forma adequada os mecanismos de execução do orçamento junto dos novos membros que vieram recentemente completar a máquina do Estado.

“Importa ponderar a capacidade daqueles que vão futuramente desempenhar as suas funções nas diferentes pastas. Não devemos empregar pessoas que denotam falta de qualidade de modo a evitar maus gastos do Estado”, frisou.

O representante do partido Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (FRETILIN) pediu ainda a todos os elementos que compõem a estrutura do Governo que trabalhassem de forma responsável e apropriada com base nas leis inscritas, sem recorrer a nenhuma invenção, no âmbito da execução do orçamento do Estado.

Sugeriu, de igual modo, ao atual Executivo que mostrasse uma postura diferente dos governos anteriores, insistindo na necessidade de não repetir as falhas praticadas por estes.

“Estas são as nossas recomendações gerais ao Executivo no seu esforço de garantir uma boa governação. Pretendemos que seja um governo de qualidade, evitando que sejam repetidos os mesmos erros cometidos por outros no passado”, frisou.

Patrocínio Fernandes, o Vice-Chefe da Bancada do partido Congresso Nacional da Reconstrução de Timor-Leste (CNRT), disse, por seu turno, que o Governo não possui experiência governativa, visto que muitos dos documentos que constam do orçamento apresentados estão envoltos em incorreções.

“Isto é uma questão de falta de experiência ou de memória institucional. Ou, então, pretendem esconder algo que está por detrás deste orçamento. Vejo estas possibilidades”, disse Patrocínio, esta segunda-feira (28/09), aos jornalistas, no edifício do Parlamento Nacional.

“Lamento o trabalho do atual Governo por evidenciar pouca capacidade de análise sobre o seu próprio orçamento. Talvez estes governantes pretendam somente dar importância à circulação nas estradas e, por isso, não estão concentrados no seu trabalho. O importante para eles, se calhar, é serem escoltados por veículos policiais com sirenes de alarmes como se fossem ambulâncias a transportarem os doentes para os hospitais”, concluiu. (jry)

No More Posts Available.

No more pages to load.