PN preocupado com falta de postos de polícia nas fronteiras terrestres

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Díli – Os representantes do povo no Parlamento Nacional mostram-se preocupados com a falta de postos policiais nas zonas fronteiriças do Posto Administrativo de Balibó.

O cenário, segundo o deputado da FRETILIN Fabião de Oliveira, obrigou os elementos da Unidade de Patrulhamento das Fronteiras (UPF) da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL), destacados no local juntamente com os residentes da área, a construírem casas com telhado de folhas de palmeira para reforçarem o controlo das entradas ilegais nas fronteiras terrestres.

O parlamentar defendeu ainda que a covid-19 tem também obrigado as autoridades de segurança a intensificarem o controlo nas fronteiras terrestres, principalmente no que toca à circulação ilegal de pessoas. Destacou, como tal, a relevância de intervenção séria por parte do ministério competente.

“Aprecio a iniciativa dos membros da UPF nos postos policiais de Balibó e de Batugadé, porque construíram cabanas com palmeira para se abrigarem no momento em que efetuam as vigilâncias das entradas ilegais nesta zona”, disse o deputado, no plenário realizado esta segunda-feira (01/02), no Parlamento Nacional.

Fabião de Oliveira insistiu que o Governo tem de dar atenção à precariedade dos recursos nas fronteiras, uma vez que todos exigem que a segurança nestas zonas seja rígida de forma a conter a entrada do novo coronavírus no país.

“Esta [a construção da casa com folhas de palmeira] trata-se só de uma intervenção temporária. Por isso, temos de antecipar o futuro. Se for possível, as casas prefabricadas abandonadas em Díli e usadas pela [Administração de Transição das Nações Unidas em Timor-Leste] UNTAET poderão ser levadas para o local. Assim, responderemos às necessidades destes membros durante a vigilância nas fronteiras terrestres”, sugeriu.

Também o Vice-Presidente do Parlamento Nacional Luís Roberto destacou a relevância de o Ministério da Defesa e Segurança prestar atenção às questões logísticas da PNTL e Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL).

“Estamos no 10.º período do estado de emergência. Aqui, no Parlamento Nacional, tocamos no assunto da primeira linha, composta também por pessoal de segurança e defesa para assegurar as nossas fronteiras terrestres, mas economicamente não respondemos às suas necessidades, principalmente às refeições”, defendeu.

“Como é sabido, as pessoas não podem trabalhar com fome. Costumamos falar que há entradas ilegais e pedimos um aumento do número dos membros da PNTL e F-FDTL nas fronteiras. Contudo enfraquecemos o seu trabalho, pois não lhes disponibilizamos e garantimos refeições adequadas”, lamentou.

Pediu, como tal, ao Ministro dos Assuntos Parlamentares e Comunicação Social (MAPCOMS), Francisco Jerónimo, que encaminhasse o seu apelo ao Ministro da Defesa e Segurança.

Respondendo à questão, Francisco Jerónimo garantiu que encaminharia o assunto para o ministério competente. (jry)

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