PN, PDHJ e CAC não devem manter-se calado face à polémica com Navio Haksolok

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Diretor-executivo da Associação HAK, Sisto dos Santos

DÍLI (Timor Post) – O diretor-executivo da Associação HAK, Sisto dos Santos, pediu ao Parlamento Nacional (PN), Provedoria dos Direitos Humanos e Justiça (PDHJ) e à Comissão Anti-Corrupção que não se mantenha em silêncio face à polémica com o navio Haksolok.

Sisto dos Santos falava esta terça-feira (11/01), aos jornalistas, em Becora, Díli.

Lembrou ainda que cabe ao PN, enquanto órgão soberano timorense, aprovar o orçamento para a aquisição do barco e fiscalizar a alocação de verbas assim como o processo de construção do navio.

“Os cidadãos têm o direito de saber se os 14 milhões de dólares americanos foram realmente disponibilizados para a aquisição do barco.  Caso contrário, onde pára o dinheiro? O Parlamento Nacional, como representante do povo timorense, tem a obrigação de exigir ao Ministério Público e instituições relevantes que investiguem o caso”, disse Sisto dos Santos.

Adiantou ainda que a PDHJ e a CAC devem acionar de forma proativa e acompanhar o serviço de fiscalização do Parlamento Nacional, salientando a necessidade de serem divulgadas as informações emitidas por ambas as instituições sobre a questão.

“Existe uma certa desconfiança relativa ao dinheiro do povo. A comunidade quer saber o paradeiro deste orçamento. Peço, por isso, ao PN, PDHJ e CAC que cooperem com as instituições relevantes de modo a solucionarem esta questão e evitar que seja usada como mera propaganda política durante os próximos atos eleitorais, em particular as presidenciais e as parlamentares”, sublinhou.

Sisto admitiu ainda que o Procurador-Geral da República (PGR) se escusou a tecer qualquer   comentário acerca da polémica que envolve  o navio Haksolok por não dispôr de informação suficiente.

Sisto dos Santos pediu, por último, aos órgãos judiciários que não se envolvam em questões políticas para não acabarem por ser influenciados.

“Em relação ao caso do Ró Haksolok, importa que seja promovida uma estreita cooperação entre os órgãos judiciais e o PN, PDHJ e CAC na procura de uma solução mais justa para o país”, concluiu.  (61l)

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