PLP concorda com extensão do estado de emergência

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Díli- O Vice-Presidente da Bancada do Partido de Libertação Popular (PLP) no Parlamento Nacional (PN), Francisco de Vasconcelos, manifestou a sua concordância com o pedido do Governo de estender o estado de emergência por mais 30 dias para fazer face à crise sanitária provocada pela covid-19.

O deputado afirmou que o pedido do Governo tem por objetivo prevenir uma eventual propagação do surto do novo coronavírus que o país enfrenta atualmente.

“Ontem, o Parlamento Nacional recebeu a informação de que o Governo terá de apresentar um pedido de extensão do estado de emergência por mais 30 dias. Terminará, deste modo, em finais de maio”, disse o deputado, esta quarta-feira (22/04), em declarações aos jornalistas, no edifício do PN.

Francisco de Vasconcelos comparou a atual crise pandémica a uma guerra enfrentada, não só por Timor-Leste como por todos os países do mundo.

“Pensamos, muitas vezes, apenas no nosso umbigo, sem pensarmos na nossa própria salvação e no combate ao novo coronavírus”, disse o representante do PLP.

Segundo o deputado, o Executivo deverá aproveitar o período da extensão para envidar todos os seus esforços na procura de meios adequados de modo a recuperar, ainda que de forma gradual, a economia do país.

FRETILIN e KHUNTO querem medidas mais rigorosas

Já Alexandrino Cardoso da Cruz, deputado da Bancada da FRETILIN, questionou, durante o plenário no PN, a eficácia do estado de emergência, caso venha a ser renovado.

“Constatei no Timor Plaza um grande movimento de pessoas, como se voltasse à normalidade, sem nenhum distanciamento social. Caso seja consumada a sua extensão, temos de impor regras mais rigorosas. Peço, por isso, uma maior atenção por parte do Centro Integrado de Gestão de Crise em relação a esta atitude pouco responsável”, afirmou Alexandrino da Cruz, esta terça-feira (21/04), no plenário.

Também o líder da Bancada do partido Kmanek Haburas Unidade Nacional Timor Oan (KHUNTO), António Nobre Tilman, pediu ao Executivo que fossem implementadas com rigidez as regras de distanciamento social, conforme estipulado no artigo 16.º do Decreto do Governo N.º 3/2020.

“Em todas as partes da capital, a comunidade não cumpre criteriosamente as normas de distanciamento social”, afirmou António Tilman.

O deputado da Bancada da FRETILIN David Dias ‘Mandati’ apelou, de igual modo, ao Governo que fossem tomadas medidas concretas para garantir o controlo e vigilância das pessoas mantidas em quarentena. (flo)

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