Pesca ilegal afeta fortemente biodiversidade marinha de Timor-Leste desde 2018

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Díli- O Diretor-Geral de Pescas do Ministério da Agricultura e Pescas (MAP), Acácio Guterres, revelou que Timor-Leste registou uma perda acentuada da sua biodiversidade marinha nos últimos dois anos devido à prática de pesca internacional ilegal.

“Não temos ainda dados exatos para o ano de 2020, mas, desde 2018, segundo o satélite foram detetados 107 barcos de pesca ilegal no mar de Timor”, afirmou, esta terça-feira (09/06), aos jornalistas do Timor Post, no seu local de trabalho, em Díli.

“Só em 2019, entraram ilegalmente nas águas de Timor 63 barcos provenientes do estrangeiro que exerciam atividade piscatória. Perdemos, como tal, cerca de 700 milhões de dólares”, acrescentou.

Acácio Guterres afirmou ainda que as medidas propostas pelo MAP no combate à pesca ilegal passam por uma cooperação mais eficaz junto da Componente Naval das FALINTIL-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) e da Unidade Marítima da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL).

“Temos atualmente um novo ministro. Espero que dê prioridade à questão em causa, que assenta na colaboração com as unidades competentes da F-FDTL e da PNTL de modo a controlar melhor a zona marítima”, sugeriu.

Acácio Guterres espera, de igual modo, que o novo acordo assinado na segunda-feira (08/06) sobre as operações de vigilância e de patrulhamento no mar possa resolver determinados problemas, na medida em que Timor-Leste possui carências ao nível de recursos humanos e meios.

O diretor-geral lamentou ainda o facto de o Executivo nunca ter dado prioridade à questão do controlo do mar na costa sul, apesar de o MAP o ter planeado anualmente.

Questionado sobre o assunto, Pedro dos Reis, o novo ministro do MAP, garantiu que o seu ministério assumirá a defesa da biodiversidade marinha no Parlamento Nacional, acrescentando que seria necessária a aquisição de meios adequados, em particular de embarcações.

“Vou dar, também, prioridade a este assunto. Necessitamos, no entanto, de um maior número de barcos. É impossível controlá-lo usando apenas pirogas, ainda mais enfrentando barcos de grande dimensão”, concluiu o ministro.  (jxy)

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