Pelo menos 2.528 agregados familiares de seis municípios timorenses vítimas das inundações

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Díli- Pelo menos 2.528 agregados familiares dos municípios de Baucau, Covalima, Manufahi, Manatuto, Lautém e Viqueque foram vítimas das cheias causadas pelas fortes chuvas, que ocorreram na passada semana, nestas localidades, revelou, na segunda-feira (25/05), o Secretário de Estado da Proteção Civil (SEPC), Alexandrino de Araújo.

“É uma situação preocupante. Segundo os dados provisórios vindos destes municípios, 2.528 agregados familiares foram vítimas das inundações. Enviámos já alguns bens de primeira necessidade, sobretudo arroz, para as vítimas. Temos dificuldades no transporte, mas vamos coordenar-nos com outras agências para nos apoiarem”, avançou Alexandrino ao Timor Post, no Palácio do Governo.

Segundo o governante, 1.185 destes agregados são de Covalima, 207 de Manufahi, quatro de Baucau, 407 de Viqueque e 725 de Manatuto. Em Lautém, os dados ainda estão a ser levantados.

Questionado sobre a vítima mortal no município de Lautém, Alexandrino disse que ainda não recebeu qualquer informação sobre o assunto, mas a equipa da SEPC está a levantar os dados das vítimas das inundações neste município.

“Estes desastres naturais provocaram vários estragos. Depois do apoio de emergência, vamos identificar as habitações e culturas agrícolas que sofreram danos para que possamos repará-las ou recuperá-las”, garantiu.Já o Ministro Coordenador dos Assuntos Económicos (MCAE), Fidélis Magalhães, recordou que o Ministro das Obras Públicas, Salvador Pires, e o SEPC tinham apresentado o assunto em Conselho de Ministros.

“O MOP e o SEPC apresentaram já as ocorrências provocadas pelo mau tempo nestes municípios. O MOP falou sobre o deslizamento de estradas, queda de pontes e problemas com postes elétricos, causados pelas fortes chuvas e ventos, enquanto o SEPC apresentou a situação das vítimas das inundações”, afirmou aos jornalistas, na segunda-feira (25/05), no Palácio do Governo.

O Reitor do Instituto Empresarial (IOB, em inglês), Augusto Pires, pediu, por sua vez, ao Governo que desse apoio alimentar a estas vítimas. “Estes agregados familiares necessitam do apoio governativo, sobretudo de bens de primeira necessidade, pois perderam as suas casas, ainda mais no estado de emergência, que tem igualmente provocado problemas alimentares na população. O Governo prometeu o subsídio, mas ainda não foi atribuído. O povo está a sofrer de fome”, disse o reitor ao Timor Post, no passado sábado (23/05), no seu local de trabalho.

O académico insistiu que o Governo deve prestar atenção às vítimas das inundações nos municípios afetados.

“Não queremos que chuvas fortes façam sofrer a nossa população nem que o apoio chegue atrasado às mãos das vítimas”, concluiu. (ono/res/kyt)