PD defende um Governo inclusivo para pôr fim a impasse político

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Díli – O Partido Democrático (PD) defendeu, nesta quinta-feira, um novo Governo inclusivo, integrado por todos os partidos políticos com assento parlamentar, dirigentes históricos e independentes, para pôr termo ao impasse político que o país atravessa.

As declarações foram dadas aos jornalistas pelo Presidente do PD, Mariano Assanami Sabino, após a Conferência do PD, que contou com a presença dos líderes municipais do partido, em Colmera, Díli.

Apesar disso, o partido pretende ainda estudar as duas propostas avançadas pelo Partido de Libertação Popular (PLP) e pelo Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT), na medida em que alguns partidos políticos do Parlamento rejeitaram a proposta inicial do PD.

Segundo o deputado, o impasse político vivido em Timor-Leste tem afetado a nível social, económico e de política externa do país.

Assanami insistiu na ideia de um novo Governo inclusivo, pois “só este caminho é que poderá  normalizar a política timorense em prol da prosperidade do povo e da nação”.

O dirigente partidário defendeu igualmente, durante o seu discurso da abertura da conferência do PD, que a proposta avançada pelo PD constitui o melhor caminho face a outras propostas colocadas em cima da mesa para responder à situação atual do país.

O líder sublinhou também o facto de o PD respeitar os líderes históricos envolvidos nos diferentes partidos políticos, tendo, por isso, apoiado a governação de Taur Matan Ruak e todas as viagens que o Presidente da República, Francisco Guterres ‘Lú Olo’, pretendia fazer ao estrangeiro, através dos seus votos a favor no Parlamento Nacional.

“O PD respeita todos os líderes históricos, incluindo ‘Lú Olo’, Mari, Ramos Horta, Xanana e Taur”, afirmou.

Sabino mostrou, por isso, total disponibilidade do seu partido em cooperar com quem concorda com esta solução, considerada “o melhor e mais célere caminho” para terminar com impasse político que vive o país.

Até a publicação da notícia, o Timor Post ainda não tinha confirmado junto do PLP e CNRT a sua posição sobre o novo modelo governativo, embora o PLP tivesse antes declarado que não queria um Governo de grande inclusão e de coligação com o CNRT por considerar que o partido liderado por Xanana “o abandonou a meio caminho”. (ato/cao)