Partido Trabalhista considera PR “raiz de impasse político” em TL e pede a sua demissão

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Former Timor Leste Presidential candidate Angela Freitas facing alleged 'gunning running' charges. (Photo by Ted McDonnell/NurPhoto) (Photo by NurPhoto/NurPhoto via Getty Images)

DÍLI- O Partido Trabalhista considera o Presidente da República a “raiz do impasse político no país” e pediu a Lú Olo que se demitisse.

“O impasse político tem a sua raiz em Aitarak-Laran, com o Presidente da República e, como tal, com esta situação, o Chefe de Estado deve demitir-se para mostrar ao mundo um exemplo de respeito pela Constituição”, afirmou a Presidente do Partido Trabalhista, Ângela Freitas, em conferência de imprensa realizada esta quinta-feira (14/05), no Bairro da Formosa, em Díli.

A conferência teve como objetivo manifestar o apoio do Partido Trabalhista ao líder histórico timorense Xanana Gusmão e defender “um equilíbrio político no país, que permita concretizar os objetivos da independência”.

Ângela Freitas defendeu que ‘Lú Olo’ desrespeitou a Constituição da RDTL e insistiu que deveria apresentar a sua demissão.

“Se ama o nosso povo e a nação, já chegou a hora de se demitir para resolver o problema, pois a Constituição tem de ser cumprida. Após as eleições, a Aliança de Mudança para o Progresso (AMP) foi a coligação mais votada e apresentou a lista dos elementos indigitados. Não havia qualquer razão para o Presidente da República não os empossar. Se houvesse casos em tribunal, deixava que este órgão os resolvesse de acordo com a lei”, sustentou.

Para a dirigente partidária, o Chefe de Estado tem também a responsabilidade de explicar as razões por que não dá posse a estes elementos do CNRT indigitados.

“O Partido Trabalhista considera a atitude do Presidente da República um crime contra nação e o povo”, sublinhou.

Ângela Freitas mostra-se preocupada com o impasse político no país, que atribuiu à desunião dos líderes políticos.

“Pedimos ao povo em geral que se acalme. Devemos acreditar nos nossos líderes, sobretudo nos comandantes da resistência, para que possam resolver esta situação. A esmagadora maioria fala sobre política, mas, infelizmente, não acredita nos nossos principais líderes”, disse.

A presidente defendeu ainda que se deve respeitar o líder da resistência, Xanana Gusmão, mas pediu a todos os dirigentes políticos de 1975 que dialogassem para pôr fim ao impasse político no país.

“Deve formar-se um Governo de Unidade Nacional que reúna todos os intelectuais para a melhoria da administração durante estes dois anos, antes das eleições gerais”, acrescentou.

Também o veterano António Ai-Tahan Matak, que assistiu à conferência de imprensa, defendeu que a não tomada de posse dos membros indigitados do oitavo Governo é a raiz do atual impasse político.

“Estes [os indigitados sem posse] consideram que não foram respeitados os direitos democráticos constitucionais. Quem vai explicar os erros dos nove membros indigitados? Será que é o Chefe de Estado? O Governo escolhido pelos três partidos da AMP? Ou o tribunal?”, questionou.

Segundo o veterano, foi também esta questão que levou ao chumbo do Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2020 no Parlamento Nacional.  (isa)

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