Oito missionárias lamentam ter de custear todas as despesas de quarentena

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DÍLI – Oito missionárias, recém-chegadas a Timor-Leste da diáspora e a cumprirem atualmente a quarentena, lamentaram o facto de terem de custear todas as despesas e não terem sido antecipadamente informadas pelas autoridades timorenses sobre o pagamento obrigatório relativo à estadia durante o confinamento obrigatório.

“A decisão do Governo timorense de obrigar os cidadãos estrangeiros a pagarem as despesas relativas à quarentena preocupa as madres em missão em Timor-Leste”, disse a madre Bárbara Galu, este domingo (07/03), ao diário Timor Post, pedindo, como tal, ao Ministério da Saúde (MS), que as transferisse para locais cuja quarentena é gratuita.

A missionária salientou ainda que, enquanto cidadãs que representam entidades religiosas, devem cumprir as regras impostas pelo Estado. Contudo,         sublinha que deveriam ter sido antes informadas pelo Consulado de Timor-Leste em Atambua, província de Nusa Tenggara Timur, Indonésia.

“Quando tratámos da documentação para virmos para Timor-Leste, o Consulado timorense em Atambua não nos deu nenhuma informação sobre as despesas relativas à quarentena. Se soubéssemos disto, talvez pudéssemos adiar a nossa vinda. Viemos aqui como missionárias, não como comerciantes. De que forma é que poderemos obter dinheiro para pagar os custos do hotel para oito pessoas? Cada uma pagará do seu próprio bolso 35 dólares diários, durante 14 dias”, lamentou a missionária.

A madre Bárbara Galu acrescentou que, ao chegarem a Díli, no passado sábado (06/03), as madres mostraram as suas preocupações junto da equipa da saúde, pedindo-lhes que permanecessem em quarentena de forma gratuita.

“Apresentámo-nos como missionárias e sem dinheiro para pagarmos o hotel. Pedimos, como tal, a quarentena gratuita, mas, até agora, ainda não obtivemos uma resposta positiva da equipa responsável pela quarentena”, explicou.

Sugeriu, de igual modo, ao Governo timorense que informasse os consulados no estrangeiro para que estes divulgassem informação junto dos interessados acerca das regras a serem cumpridas em Timor-Leste.

Questionado pelo Timor Post sobre este assunto, o Chefe do Gabinete do Primeiro-Ministro, Azevedo Marçal, afirmou, via telefone, que não recebeu nenhuma informação, prometendo, no entanto, que dará conhecimento ao MS para se encontrar uma solução viável.

“Não tenho acompanhado esta situação, mas prometo informar a Ministra da Saúde na tentativa de procurar uma solução viável para impedir que as madres possam pagar do seu bolso a quarentena”, concluiu.  (tos)

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