OGE de 2020 chumba na generalidade, Taur pede tranquilidade ao povo

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Díli – O Parlamento Nacional chumbou a proposta de Orçamento Geral de Estado (OGE) para o ano fiscal de 2020, apresentada pelo Primeiro-Ministro, Taur Matan Ruak, e membros do Governo, com 15 votos contra, 13 a favor e 25 abstenções.

O chumbo da proposta significa que o OGE não passa para a especialidade. A Constituição de Timor-Leste prevê que o Governo possa apresentar uma nova proposta de OGE de 2020, mas um novo chumbo abre as portas ao Presidente da República para dissolver o Parlamento Nacional e convocar eleições antecipadas.

O jornalista do Timor Post pôde observar que a maioria da bancada do CNRT se absteve, a Fretilin votou contra e os parlamentares do PD abstiveram-se ou votaram a favor.

Na sua intervenção final, Taur disse respeitar a decisão do Parlamento Nacional e afirmou que o seu Governo está disponível para governar com duodécimos, apesar de se mostrar “triste” com a situação que terá implicações económicas e sociais em Timor-Leste.

“A situação no Parlamento Nacional mostrou que que há novamente dificuldades de levar o nosso país no caminho certo. A situação obriga-nos, mais uma vez, a viver em duodécimos”, sublinhou.

Olinda Guterres, deputada da bancada do KHUNTO, manifestou, na sua intervenção, insatisfação com a decisão do CNRT de não permitir que o OGE fosse aprovado e afirmou que, daqui para a frente, há muitas dúvidas de que a coligação se possa manter como até agora.

Na sua declaração de voto, o Presidente do PD, Mariano Assanami Sabino, disse, por sua vez, que tinha votado a favor de acordo com a sua consciência de deputado e não de representante do partido.

Já os deputados da Fretilin afirmaram que o chumbo do OGE obriga a geração mais velha a sentar-se para pôr fim à incerteza política que se vive no país.

Visivelmente consternados, os deputados do PLP acreditam, contudo, que será encontrada uma solução para este impasse. (cao)

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