Município de Ermera com índice mais elevado de má nutrição

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GLENO- Apesar de ser famoso pelo seu café, um dos poucos produtos exportados e uma fonte de rendimento para os agricultores, o Município de Ermera tem um elevado índice de má nutrição, disse a Ministra da Saúde, Odete Belo.

“Os relatórios mostram que Ermera é um dos três municípios com mais desnutrição. É o que apresenta um índice mais elevado”, recordou a ministra aos jornalistas, esta quarta-feira (18/11), em Gleno.

A governante lembrou, contudo, o programa para reduzir a subnutrição, que consistiu na distribuição alimentos e na divulgação de informações à comunidade.

Odete Belo defendeu ainda que é preciso reforçar a informação, porque, por vezes, as famílias têm acesso a alimentos nutritivos, mas não os consomem.

Recorde-se que o Índice Global da Fome (IGF), que mede e monitoriza a fome a nível global, regional e nacional, coloca Timor-Leste em 2020 na segunda pior posição do ranking – no 106.º lugar entre os 107 países com dados disponíveis.

O IGF é calculado com base em quatro indicadores – a desnutrição, crianças com menos de cinco anos com baixo peso, baixa estatura ou nanismo e mortalidade infantil nesta faixa etária.

Numa escala que vai até os 100 pontos, Timor-Leste obteve uma pontuação de 37,6 em 2020, o que o coloca numa situação alarmante, o segundo pior nível da escala. A fome piorou em relação em 2012, ano em que reportou um valor de 36,2, mas é melhor do que em 2006, em que se registavam 46,1 pontos.

Em 2020, a prevalência da má nutrição é em Timor-Leste de 30,9% e a percentagem de nanismo atinge os 51,2%

Segundo o IGF, diversos fatores contribuem para a insegurança alimentar crónica em Timor-Leste. Um desses aspetos é a baixa produtividade. São também apontadas a alimentação inadequada, tanto em termos de qualidade como de quantidade, e a dependência de estratégias de subsistência únicas e de baixo valor.

Outros fatores assinalados são as precárias infraestruturas básicas de saneamento, água potável, estradas, irrigação, escolas e saúde, assim como o nível de capital financeiro e humano do país.

Por último, os perigos e riscos climáticos contribuem também para esta situação alarmante de fome. (ven/ isa)

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