Município de Baucau com stock insuficiente de arroz

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DÍLI- Os comerciantes de arroz no Município de Baucau revelaram, esta quinta-feira (07/01), que a região enfrenta problemas de stock de arroz.

 Bernardo Domingos Guterres, um dos vendedores e diretor da loja Gémea, falava aos jornalistas do diário Timor Post, no seu local de trabalho em Vila Nova, Baucau.

“O stock de arroz na minha loja começa a escassear. Tenho muitos clientes, pelo que fui obrigado a despachar cerca de mil sacos. Nós, os comerciantes de Baucau, temos de entrar em competição para comprarmos arroz de agentes fornecedores como a Perissos, Serba Ada e Kreatif. Cada um de nós só pode adquirir entre 50 a 100 sacos”, disse Bernardo Guterres.

Segundo o vendedor, o arroz pode ser mantido até um ou dois meses, dependendo dos fornecedores de Díli.

“A distribuição é bastante limitada. Se forem usadas dez camionetas e a agência pretender vender todo o produto transportado num contentor com mil sacos, cada veículo pesado deverá somente transportar 100 sacos por forma a serem divididos de forma equitativa por todas as camionetas”, frisou Bernardo.

Na mesma linha, Paulina Pereira de Carvalho, filha do proprietário da loja Fidbama, revelou que o arroz armazenado na sua loja só poderá durar até fevereiro.

Questionada sobre o preço do arroz vendido na sua loja, a comerciante informou que houve um acréscimo ligeiro consoante a marca e o respetivo peso.

“Comprámos cada saco de 25 quilogramas em Díli por 14 dólares americanos, uma ligeira descida face aos 13,50 do mês anterior. Já o preço do saco de 20 quilogramas da marca Furak é de 11,50 dólares, enquanto as marcas Manu Vitória e Globus estão com um preço de 12 dólares. Finalmente, o saco de 30 quilogramas é vendido a 16,50 dólares”, explicou Paulina Carvalho.

Também Mário José, proprietário da loja Estrela de Graça, em Díli, se mostrou preocupado com a escassez de arroz posto à venda nas superfícies comerciais.

“Atualmente vendemos o arroz do mês passado. Restam somente 30 sacos, pelo que decidimos vender apenas alguns e guardar os restantes para consumo próprio”, disse Mário.

Mário manifestou, de igual modo, a sua preocupação relativamente à diminuição de arroz guardado nos grandes armazéns, na medida em que deverá criar especulação de preços por parte dos pequenos vendedores, vindo a prejudicar os clientes.

Também Martinho de Fátima, um cliente, se sente preocupado com o acréscimo do preço do arroz por entender que deverá prejudicar os seus clientes.

Sugeriu, por isso, ao Governo que desse orientações à Autoridade de Inspeção e Fiscalização das Atividades Económicas e Sanitária (AIFAESA) para que seja efetuado um maior controlo das lojas ou empresas de modo a evitar especulações por parte dos comerciantes.

Os jornalistas do Timor Post constataram, no Supermercado W-Four, no Timor-Plaza, que se regista uma ligeira diminuição de arroz exposto nas prateleiras de marcas como Folsom, Manu Vitória, Furak e Globus.

O mesmo se sucede com as lojas Rabafa Tassitolu, Weli e Lemorai, onde o preço dos demais bens de primeira necessidade se manteve inalterado, ao passo que o do arroz registou um ligeiro acréscimo. (Gut/MJ1)

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