Mulheres timorenses devem candidatar-se a Presidência da República

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Camilo Ximenes

DÍLI (Timor Post)– O docente da Universidade Nacional Timor-Lorosa’e (UNTL) Camilo Ximenes sugeriu às mulheres timorenses que ganhassem coragem para se candidatarem ao cargo de Presidência da República de Timor-Leste.

O académico referiu ainda que os preparativos para o próximo ato eleitoral levados a cabo pelo Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) e pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) estão a decorrer conforme o previsto.

Camilo recordou também que as próximas eleições presidenciais estão aí à porta, uma vez que terão lugar entre os meses de março e abril do próximo ano, sublinhando, contudo, que um só partido político é que apresentou até a data o seu candidato.

“Estamos na véspera das eleições, mas os maiores partidos políticos, nomeadamente a Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (FRETILIN) e o Congresso Nacional da Reconstrução de Timor-Leste (CNRT) ainda não apresentaram os seus candidatos. Apenas o KHUNTO apresentou oficialmente o seu candidato. Trata-se da sua presidente, Armanda Berta”, disse o académico, esta segunda-feira (05/07), aos jornalistas, no seu local de trabalho, em Caicoli, Díli.

O docente manifestou, por outro lado, o seu agrado pelo facto de Armanda Berta se ter candidatado ao cargo de Chefe de Estado timorense, pois, segundo Camilo Ximenes, “as eleições tornam-se perfeitas quando as mulheres se envolvem também.

“Há mulheres que se gabam das suas competências, mas raramente as demonstram. Enquanto cidadão, manifesto o meu agrado pela coragem que a Armanda Berta teve em se candidatar ao cargo de Presidente da República. Ainda desconhecemos se haverá ou não mais candidatos de outros partidos políticos ou independentes”, frisou.

Camilo lembrou ainda que a Constituição da República Democrática de Timor-Leste (CRDTL) prevê que um dos requisitos de candidatura ao cargo de Chefe de Estado é ter no mínimo 35 anos de idade.

Segundo o docente, deveriam constar outros requisitos importantes, tais como o estado civil e a religião do candidato.

“Ao dizermos que o Presidente da República é o pai da nação, deverá ser então casado. Caso contrário, deixa de existir equilíbrio no desempenho das suas funções”, afirmou.

O académico acrescentou que a apresentação das candidaturas deverá ter lugar o mais breve possível para dar tempo aos futuros eleitores conhecerem melhor, quer os candidatos quer os seus respetivos programas, (jry)

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